Foto: Ricardo Stucker

A presidenta nacional do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), vice-governadora de Pernambuco e integrante do Conselho Político de Transição, Luciana Santos, foi recebida pelo presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, em uma conversa, nesta sexta-feira (2), em Brasília.

Após o encontro, a dirigente do PCdoB confirmou que a reunião teve como finalidade debater a situação política e econômica do país. “Foi uma conversa mais geral, sobre os desafios do país”.

“Tratamos na reunião sobre as preocupações levantadas nestes primeiros momentos do governo da transição. Dessa situação objetiva de não ter orçamento previsto para o país já no ano que vem, nem pra vacina, nem para merenda escolar. Portanto, da necessidade da reconstrução nacional”.

Foi reafirmada no encontro, a necessidade de aprovação da PEC do Bolsa Família, projeto de governo apresentado e eleito pelo povo brasileiro. E a necessidade da governabilidade junto ao Congresso Nacional.

“Os primeiros passos são o debate dessa PEC que abre o orçamento para as questões extremamente relevantes para o país, que é do programa vitorioso das eleições. Além dos recursos para o Bolsa Família, ajuste real do salário mínimo e recomposição do valor da merenda escolar”, enumerou Luciana.

Após a reunião, Luciana Santos falou com jornalistas.

“Vamos fazer o investimento público naquilo que é mesmo essencial, não desperdiçar dinheiro, essa é uma regra básica. Vamos investir em áreas mais dinâmicas, mais estratégicas, enfrentando a desigualdade, retomando a economia e com responsabilidade fiscal. Sob qual âncora? É um debate que ainda temos ainda tempo para resolver”.

Segundo a dirigente do PCdoB, foram debatidas ainda no encontro, preocupações sobre a situação orçamentária das instituições que deveriam ter como finalidade o desenvolvimento do país e quais estratégias necessárias para fortalecer essas áreas.

Nos últimos quatro anos de mandato de Bolsonaro, por exemplo, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) perdeu relevância em relação aos governos passados, contando com menos recursos e destinando a maioria de suas aplicações para a iniciativa privada.

Luciana citou, por exemplo, informações de repasses do BNDES ao Tesouro que se somam mais de R$ 500 bilhões de reais. “Eles não aplicaram nesses indutores do desenvolvimento, como o BNDES, a Petrobras e agora estão procurando retirar o que há de caixa. E estamos atentos a esses movimentos”, concluiu.

Ao ser questionada sobre nomes de ministeriáveis, a presidenta do PCdoB reafirmou o que o presidente eleito tinha dito em declaração à imprensa, que ele só irá anunciar após a sua diplomação, marcada para o dia 12 de dezembro. “Lula só vai tratar dos ministérios no tempo político adequado”, considerou a dirigente.

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