“Time de Lula” vai à campanha em MG com a maior coligação em sua história
Se a campanha de qualquer candidato ao Planalto depende de um palanque forte em Minas Gerais para ser competitiva, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem o que comemorar. Com o encerramento na quarta-feira (5) do prazo para as convenções partidárias de 2026, o “time de Lula” está escalado e pronto para disputar o voto dos mineiros.
À frente da coligação está o candidato a governador Patrus Ananias (PT), ex-prefeito de Belo Horizonte (BH) e ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff. Seu vice será o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares (PSB), que foi anunciado na chapa na própria quarta-feira. Já para a disputa ao Senado, a coligação contará com duas mulheres – a ex-prefeita de Contagem (MG), Marília Campos (PT), e a ex-deputada federal Áurea Carolina (PSOL).
É a primeira vez que o “time de Lula” disputa em Minas com seis partidos coligados: os três da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), os dois da Federação PSOL-Rede e o PSB. Há uma expectativa de que o tempo de TV da chapa seja o maior – ou o segundo maior – entre todas as coligações que concorrem ao Palácio Tiradentes.
Já o “time” do senador e presidenciável da extrema direita, Flávio Bolsonaro (PL), teve de improvisar e amargar uma “chapa puro-sangue”. Com a retirada da pré-candidatura do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) para o governo de Minas, o PL lançou o empresário Flávio Roscoe a governador e o ex-deputado federal Charlles Evangelista a vice. Embora haja brechas legais para garantir mais apoios nos próximos dias, o partido bolsonarista seguiu em Minas o exemplo nacional e não fechou uma coligação sequer.
Sem Cleitinho, o Republicanos optou por também lançar chapa própria no pleito estadual. O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) conseguiu o apoio do PSDB. Já o governador e candidato à reeleição Mateus Simões (PSD), que herdou em abril o cargo de Romeu Zema (Novo), desponta como o principal nome do Centrão e da direita na eleição. Ao todo, haverá nove candidatos ao governo;
Para Wadson Ribeiro, presidente do PCdoB-MG e candidato a deputado federal, a unidade das forças progressistas é um fator importante para a busca do voto em Lula e em toda a chapa. “Minas Gerais já deu muitas voltas com a polarização e a política que divide em vez de unir. Chegou a hora de Minas voltar a sonhar, voltar a construir junto”, afirma Wadson.
Na Convenção Estadual Eleitoral do PCdoB-MG, em 29 de junho, Wadson reafirmou o compromisso dos comunistas com a campanha no estado. “Saímos dessa convenção muito otimistas com a unidade do Partido e o nível de compreensão da exigência histórica da reeleição do Lula e do fortalecimento do PCdoB. As mudanças de que o Brasil precisa não se darão de fora para dentro”, disse o dirigente. “Nossos mandatos devem ser instrumentos da luta do povo para conquistarmos uma sociedade emancipada e socialista. É isso que realmente buscamos no PCdoB.”

