UE recua e admite que empresas paguem em rublos pelo gás russo

O Gazprombank proporciona o meio para a aquisição do gás russo pelo preço estipulado em rublo

(Divulgação)

União Europeia vai liberar suas empresas a abrirem contas na Gazprombank para continuar comprando gás russo em rublos como exige agora o governo da Rússia. O mecanismo permite que a transferência seja feita a uma conta aberta no Gazprombank em euros ou dólares uma vez convertido do valor original em rublos.

A utilização deste mecanismo de facilitação da aquisição ciado pela Rússia não incorrerá em sanções contra as empresas europeias por parte da Comissão Europeia, segundo informa o portal da Agência Bloomberg.

De acordo com a agência, a Comissão Europeia, órgão da UE, vai apresentar para as empresas a possibilidade de fazerem “uma declaração clara de que consideram suas obrigações cumpridas quando pagam em euros ou dólares”.

Dessa forma, abrir contas no banco russo para comprar o gás não seria ilegal. Ainda de acordo com a Bloomberg, pelo menos 20 clientes europeus já abriram contas na Gazprombank.

Com o começo da guerra na Ucrânia, os Estados Unidos e a União Europeia começaram a decretar diversas sanções unilaterais, classificadas como ilegais pela Rússia, para tentar asfixiar a economia russa. Uma das contramedidas adotadas pelo governo russo foi a determinação de que o valor do gás comprado à Rússia pelos países que concordem a adotar medidas “hostis” será estabelecido em rublos e assim o seu pagamento na moeda russa ou, como agora, em moeda convertível desde que o valor seja depositado em banco determinado pela Rússia.

O boicote puxado pelos Estados Unidos não funcionou para as matrizes energéticas pois a Europa depende do gás natural e do petróleo que importa da Rússia. A União Europeia já falou algumas vezes que pretende zerar essas importações, mas até agora nenhum plano concreto foi apresentado, ao contrário países como a Hungria se declaram totalmente contrários a este pacote de sanções.

As sanções precisam ser aprovadas por unanimidade entre os países membros da UE o que não está ocorrendo.