Thiago de Mello: partiu um grande poeta brasileiro

O poeta amazonense Thiago de Mello

(Sebastián Silva/EFE)

O Partido Comunista do Brasil (PCdoB) emitiu nota de pesar pelo falecimento do poeta amazonense Thiago de Mello, na madrugada desta sexta-feira (14). A causa da morte ainda não foi revelada.

Assinada por Luciana Santos, presidenta nacional do partido, a nota destaca que o poeta “foi um partidário corajoso das liberdades, da democracia. Enfrentou a ditadura militar, padeceu exílio. Propagava com ardor a construção de um novo mundo—uma sociedade solidária, liberta da fome, das guerras e das injustiças e de harmonia com a natureza.”

Leia a íntegra: 

O poeta Thiago de Mello— grande expressão da literatura brasileira— faleceu aos 95 anos, na madrugada desta sexta-feira, 14. O escritor e tradutor amazonense deixa uma vasta e rica obra que foi traduzida para mais de 30 idiomas.  Em especial, sua poesia, de livros como Os Estatutos do Homem, Faz Escuro, mas eu Canto, A Canção do amor armado, Mormaço na Floresta, fazem parte com brilho especial do grande acervo da cultura brasileira, da riqueza imaterial de nosso país.

Thiago, como cidadão do Brasil e do mundo, foi um partidário corajoso das liberdades, da democracia. Enfrentou a ditadura militar, padeceu exílio. Propagava com ardor a construção de um novo mundo—uma sociedade solidária, liberta da fome, das guerras e das injustiças e de harmonia com a natureza.

Thiago de Mello, para nossa honra, era amigo afetuoso de nosso Partido, tendo enviado um vídeo ao 14º Congresso de nossa legenda na qual ele homenageou a militância comunista.

Apresento, em nome dos comunistas do Brasil, nossos sentimentos aos seus familiares e à sua grande comunidade de leitores e leitoras. Rendemos nossa homenagem ao legado literário, poético de Thiago de Mello, de vastidão que lembra seu estado natal, o Amazonas, e a grande floresta da qual seus versos são guardiões.

Recife, 14 de janeiro de 2022

Luciana Santos

Presidente do Partido Comunista do Brasil-PCdoB

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Abaixo, o vídeo apresentado durante o ato cultural do 14º Congresso do PCdoB onde o poeta recita seu famoso poema Madrugada Camponesa, de 1965.

Ele dedicou, em especial, o verso “faz escuro mas eu canto, porque a manhã vai chegar” a “cada dirigente e a cada militante do PCdoB.”

“Pelo muito que todos eles, na crista da onda do PCdoB, vêm fazendo com amor e ciência na construção de um caminho que conduza o Brasil e o seu povo ao encontro da alegria de viver”, destacou.  Confira!