Telegram faz acordo e recomenda acesso a canal do TSE contra fake news

(Foto: Antonio Augusto/Secom TSE)

Dias após assinatura de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a plataforma Telegram enviou mensagem aos usuários do aplicativo em que recomenda o acesso ao canal da Corte Eleitoral para evitar fake news a respeito das eleições brasileiras prevista para outubro.

“Para não cair em fake news sobre as eleições no Brasil em 2022, entre no canal oficial do Tribunal Superior Eleitoral no Telegram”, está escrito no texto, que inclui o linque para o canal do TSE na plataforma.

Na mesma mensagem, o Telegram também recomenda acesso ao canal do Ministério da Saúde para atualizações a respeito da situação da covid-19 e esforços para a vacinação e de saúde pública no Brasil.

Telegram e TSE assinaram contrato dia 16 de maio, após a plataforma ter entrado na mira do Judiciário brasileiro e assumido compromissos contra as fake news. O Telegram abriga comunidades com milhares de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL), que é candidato à reeleição.

Em março, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), acolheu pedido da Polícia Federal e determinou que as plataformas e provedores de internet bloqueassem o funcionamento do Telegram em todo o Brasil.

Para conseguir o desbloqueio, a empresa assumiu compromissos com o STF, que envolve moderação e combate à desinformação e aderiu, ainda, ao programa de enfrentamento à desinformação nas eleições da Corte Eleitoral.

Dias depois, o Telegram também aderiu ao programa de enfrentamento à desinformação nas eleições do TSE. Até então a empresa ignorava as tentativas de contato da Justiça Eleitoral.

O TSE anunciou a parceria dia 17, cuja validad se estenderá até 31 de dezembro deste ano.

O acordo prevê a criação de canal oficial do TSE no Telegram para divulgação de informações oficiais sobre as eleições deste ano. Além disso, a plataforma assumiu o compromisso de criar um robô para tirar dúvidas de eleitores e desenvolver meio de marcar conteúdos considerados “desinformativos”.

De acordo com o TSE, a parceria é a primeira do mundo de órgão eleitoral que envolve cooperação e ações concretas com a plataforma.

O presidente do TSE, ministro Edson Fachin, comentou a parceria durante a sessão do tribunal, na noite da última terça-feira (24).

“Este passo coloca uma vez mais o Tribunal Superior Eleitoral na vanguarda mundial do enfrentamento à desinformação, rumo à realização das eleições de outubro. E assim seguimos adiante, firmes no propósito de defesa da democracia”, declarou.