Renildo critica inércia e incompetência de Bolsonaro frente à crise

Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

A omissão do governo Bolsonaro frente à pandemia de Covid-19 e à crise econômica e social que atinge grande parte da população segue gerando indignação no mundo político. O líder do PCdoB na Câmara, deputado federal Renildo Calheiros (PE), reagiu pelas redes sociais, nesta terça-feira (14), destacando: “Estamos cansados da inércia e da incompetência do governo Bolsonaro”.

O parlamentar continuou lembrando que “a pandemia ainda não acabou” e que “é  preciso planejamento para controlar a disseminação da doença. A imunização completa dos brasileiros é fundamental para vencermos o coronavírus”.

Neste sentido, Renildo alertou que a variante delta, que já circula em todos os estados brasileiros, “está derrubando vários mitos sobre a Covid-19, como o da imunidade natural de crianças”. Nos EUA, disse, “o número de casos entre menores de 12 anos saltou 240% desde julho, e já responde por 29% das infecções, segundo a Academia Americana de Pediatria”.

Crise social

O deputado Renildo Calheiros também comentou que “o desemprego, a inflação, a queda da renda e a insuficiência do auxílio emergencial têm elevado a pobreza no Brasil. Em 2019, havia 23,1 milhões de pobres. Conforme a FGV, em abril de 2021, esse número saltou para 27,7 milhões”.

O líder do PCdoB apontou que “o povo está lutando para sobreviver. A inflação de agosto (0,87%) foi a mais alta para o mês desde de 2000 e, no acumulado de 12 meses, atingiu 9,68%. Mas alguns itens de consumo básico do brasileiro subiram muito acima da média do IPCA”.

Renildo destacou, ainda, que  “é  triste saber que a alimentação básica das famílias encareceu tanto em um ano”. O deputado apontou que “o prato do brasileiro ficou mais caro por causa da alta do arroz (32,7%), do feijão (40,3%) e das carnes em geral (30,8%), segundo o IPCA”. Além disso, ele lembrou o aumento da gasolina (39,1%) e do álcool 62,3%. “O desgoverno Bolsonaro está acabando com a vida das famílias brasileiras”, salientou.

Por Priscila Lobregatte