Racista mata dez pessoas a tiros em supermercado nos EUA

Supermercado na cidade de Buffalo onde o racista perpetrou a chacina

(Imagem retirada de vídeo)

Um racista branco entrou armado em um supermercado na cidade de Buffalo, nos Estados Unidos, e assassinou 10 pessoas e deixou 3 feridos enquanto fazia uma transmissão ao vivo pela internet. O criminoso já havia divulgado um manifesto de 106 páginas defendendo a supremacia branca e se autodeclarando antissemita. Entre as vítimas 11 negros e 2 brancos.

O homem transmitiu a cena do crime pela Twitch, plataforma para lives. As imagens mostram diversas pessoas sendo assassinadas, entre elas uma mulher que estava do lado de fora do supermercado e levou um tiro na cabeça.

Chegando no local, os policiais encontraram vítimas dentro e fora do supermercado. O homem foi preso.

Segundo a BNO News, o assassino publicou um manifesto de 106 páginas explicando que ele foi motivado pela “teoria da conspiração de que os brancos estão sendo substituídos por outras raças. No documento, ele diz que tem 18 anos e se descreve como supremacista branco e antissemita”.

“Se há uma coisa que eu quero que você entenda desses escritos, é que as taxas de natalidade dos brancos devem mudar. A cada dia a população branca diminui”, disse o racista no manifesto.

“Para manter uma população, as pessoas devem atingir uma taxa de natalidade que atinja níveis de fertilidade de reposição, no mundo ocidental é de cerca de 2,06 nascimentos por mulher”, continuou.

Em uma imagem do manifesto que circula na internet, cuja autenticidade não foi confirmada, o racista disse que descobriu através de sites que a “raça branca está desaparecendo” e que os negros estão “matando desproporcionalmente os brancos”.

Disse ainda que copiou o manifesto do assassino Brenton Tarrant, que cometeu um atentado similar na Nova Zelândia, em 2019, e que concordava com o que ele dizia. O atirador de Buffalo disse que cometeu o ato para “tomar controle e prevenir nosso genocídio”.

De acordo com a ABC News, os investigadores estão procurando indícios na internet de que o homem poderia estar associado com Dylan Roof, que transmitiu online um massacre em uma igreja em South Carolina, ou mesmo com Brenton Tarrant.