Orlando alerta: Não adianta mudar ministro e manter corrupção no MEC

O Ministro da Educação, Milton Ribeiro, acompanhado do secretário executivo da pasta, Victor Godoy, anuncia o relatório final do Grupo de Trabalho da reestruturação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Victor Godoy é o novo ministro da Educação. O ex-secretário do MEC assumiu o comando da Pasta nesta segunda-feira (18). Ele já respondia pelo ministério desde o final de março, quando Milton Ribeiro deixou o cargo em meio às denúncias de propina e tráfico de influência envolvendo pastores no MEC.

Para o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), no entanto, “não adianta mudar o ministro e manter a quadrilha roubando o MEC”. Isso porque Victor Godoy também esteve com os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, pivôs do escândalo que levou à queda de Milton Ribeiro.

“Bolsonaro oficializou Vitor Godoy como ministro da Educação. É o 5° titular em 3 anos de mandato, um pandemônio administrativo que só se justifica por uma política de desmonte do setor. Não adianta mudar o ministro e manter a quadrilha roubando o MEC. É Bolsonaro que dever sair!”, declarou o parlamentar.

O esquema de favorecimento de pastores para liberação de verbas no MEC veio à tona em março, após divulgação de um áudio de Milton Ribeiro, assumindo a conduta e envolvendo diretamente Bolsonaro no escândalo.

Na gravação, Ribeiro afirmava que sua prioridade era “atender primeiro os municípios que mais precisam e, em segundo, atender a todos os que são amigos do pastor Gilmar, porque foi um pedido especial que o presidente fez para mim”. A declaração do então ministro da Educação resultou em reações de opositores e aliados do governo, além de pedido de investigação do caso na Procuradoria-Geral da República.

 

Por Christiane Peres

 

(PL)