Vídeo representa quebradeira de empresas com destruição de produtos

Em peça publicitária divulgada nesta segunda-feira (25), o Movimento 65 afirma que é “função do Governo Federal” estender a mão para salvar as milhares de micro, pequenas e médias empresas. Elas estão quebrando no país pela inação do Executivo Federal diante da necessidade de isolamento social imposta pelo novo coronavírus.

O vídeo lembra que Bolsonaro liberou mais de R$ 1 trilhão aos bancos, dando a falsa impressão de que com isso ajudaria os pequenos empreendedores. A realidade mostra que micro, pequenos e médios negócios, de indústrias a lojas do comércio de rua, estão à míngua por “dificuldades de acesso ao crédito, por burocracia, juros altos e prazo curto”.

A peça informa que o Governo Federal deveria liberar linhas de crédito subsidiadas para capital de giro e folha de pagamento; isenção, parcelamento de impostos e investimentos públicos.

Levantamento feito no final de abril pelo Sindicato de Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo (Simpi) e divulgado pelo Portal G1 mostra o tamanho do problema: 87% das micro e pequenas indústrias não tiveram acesso à crédito e que 75% acreditam que as medidas anunciadas não estão chegando a seus negócios.

Assista na íntegra o vídeo do Movimento 65 e compartilhe nas redes:

A campanha entra no ar dias depois do vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril ser divulgado pela Justiça, o que ocorreu na última sexta-feira (22). Nele, ficou escancarado que o ministro da Economia, Paulo Guedes, despreza os pequenos empresários, justamente aqueles que mais empregam no país.

Na ocasião, Guedes disse a Bolsonaro que o governo “perderia dinheiro salvando empresas pequenininhas”. Mais uma vez, o ministro mostra não conhecer o Brasil ou não se preocupar com os trabalhadores: o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) afirma com dados da Receita Federal que 54% dos empregos formais no país são criados a partir dos pequenos e médios empreendimentos, que representam 99% das empresas do Brasil.

Já Bolsonaro mostrou concordar com a visão de Guedes ao não desautorizá-lo na reunião. O ministro demonstra que deseja beneficiar apenas o rentismo e os bancos privados, inclusive no momento mais difícil da pandemia de covid-19.