Metalúrgicos da Renault conquistam reajustes salarial e encerram greve

(Divulgação/Simec)

Os trabalhadores da Renault de São José dos Pinhais (Paraná) obtiveram vitória na negociação do Acordo Salarial com a empresa e encerraram a greve iniciada no dia 6 de maio.

Foram 16 dias de luta, mas, “valeu a pena”, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Sérgio Butka. “Os trabalhadores confiaram no sindicato e levaram a luta com muita firmeza e a empresa teve o bom senso de atender às reivindicações”. Com isso, disse, “ganham os trabalhadores e a empresa, que volta a produzir. É dessa forma que se constrói uma boa vitória”.

Após conquistarem avanços na recuperação dos salários, no vale mercado e na Participação nos Lucros e Resultados (PLR), os trabalhadores aprovaram a proposta de conciliação em assembleia na porta da fábrica na manhã desta segunda-feira (23), e retornaram ao trabalho.

A proposta aprovada engloba reajuste de 13,67% em setembro de 2022, ou INPC mais 1,5% – o que for mais favorável ao trabalhador -, e em setembro de 2023, o INPC mais 1,5% (um e meio por cento) de aumento real, além de aumento no vale mercado, que passa a R$ 1.000,00 a partir de junho de 2022, e em Setembro de 2023 será ajustado pelo INPC.

No Programa de Participação de Resultados (PPR), os trabalhadores conquistaram pagamento mínimo de R$ 22.500,00 para 2022 para um volume de 198.160 veículos e R$ 23.000,00 para 2023 acrescido de correção do INPC. Além de antecipação de R$ 13.750,00 em 2022, e R$ 14.000,00 em 2023. Para pagamento de volume de 244 mil carros em 2022 o valor será de R$ 27.500,00 e para o mesmo volume em 2023 o valor será de R$ 28.000,00.

Entre todas as conquistas, Sérgio Butka destacou o aumento no vale mercado, que foi reajustado em 52%, como muito significativo. Segundo ele, diante da “grave crise econômica” por que passa o país, “com um governo que não está tendo competência”, os trabalhadores vêm tendo muitas perdas para a inflação e, por isso, “é uma conquista muito importante”.