Luciana Santos reafirma solidariedade a Cuba e defende fim do embargo

Foto: Diego Galba / VG

A presidenta nacional do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, se manifestou, por meio de suas redes sociais na noite desta terça-feira (13), sobre os protestos que acontecem em Cuba, reafirmando solidariedade ao país diante da manutenção do embargo econômico imposto pelos Estados Unidos.

“Em tempos de polarização tão absurda, falar de Cuba parece que virou tabu. Não pode ser. Cuba é um país valente, que tem problemas, como todo país os tem. Muitos são causados ou agravados pelo bloqueio. E todos devem ser resolvidos pelos cubanos”, aponta Luciana. Ela completou dizendo: “cabe nos solidarizarmos com uma nação que é sempre tão solidária com todos os povos do mundo”.

Leia abaixo a íntegra do comentário:

Alguns protestos ocorridos em Cuba viraram notícia nos últimos dias. Gente, há manifestações em todos os lugares do mundo. A mídia escolhe incensar algumas. Em Cuba, não vimos cenas de repressão violenta, como muitas vezes assistimos nos Estados Unidos e no Brasil.

O mais importante é: porque os protestos ocorrem? Sobretudo por problemas decorrentes do bloqueio econômico promovido pelos EUA, há 60 anos. Trata-se de uma política criminosa, que já foi condenada 29 vezes pela ONU, passou por um aprofundamento na era Trump e sufoca o povo cubano.

Com uma educação e uma saúde que são referências no mundo, Cuba produziu sua própria vacina. Mas o embargo norte-americano dificulta a aquisição de insumos como agulhas e seringas, por exemplo.

Da mesma forma, o bloqueio dos EUA limita o acesso a financiamentos, equipamentos e tecnologias, atrapalhando a manutenção necessária das centrais elétricas do país, que sofreu cortes de energia no último período.

A pandemia também afetou drasticamente a economia cubana, muito baseada no turismo.

Em tempos de polarização tão absurda, falar de Cuba parece que virou tabu. Não pode ser. Cuba é um país valente, que tem problemas, como todo país os tem. Muitos são causados ou agravados pelo bloqueio. E todos devem ser resolvidos pelos cubanos.

Ao restante de nós, cabe nos solidarizarmos com uma nação que é sempre tão solidária com todos os povos do mundo. A melhor forma de ajudar o povo cubano é pressionar pelo fim do embargo.

 

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(PL)