Lideranças lamentam 250 mil mortes e responsabilizam Bolsonaro

"O criminoso mor é Jair Bolsonaro", disse o deputado Orlando Silva

Foto: Marcio James/Semcom via Agência Senado

Como era previsível diante da irresponsabilidade e da necropolítica do governo Bolsonaro, o Brasil completa um ano da pandemia com mais de 250 mil mortes. O país é o segundo em número de óbitos por Covid-19 no mundo e tem menos de 3% da população vacinada. A triste marca foi lamentada pelas lideranças do PCdoB.

“É lamentável a situação que o Brasil se encontra. Bolsonaro e Pazuello protelam as medidas de imunização da população. Criam dificuldades, uma atrás da outra, para impedir o acesso às vacinas. Essa posição de negação tem causado muita dor às famílias brasileiras”, disse o líder do PCdoB na Câmara, deputado Renildo Calheiros (PE).

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), destacou: “O Brasil mostra como não cuidar de uma pandemia e isso começa pelo governo federal. Bolsonaro dificulta o acesso às vacinas, joga com o negacionismo e contra as medidas de proteção ao Covid-19. A saída começa pelo impeachment deste senhor”.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) também lamentou: “Somos o segundo país com maior número de vítimas. Resultado de um projeto genocida, que nega a ciência, incentiva o uso de medicação ineficaz, age contra a OMS e não prioriza a vacina”.

No mesmo sentido, o deputado Orlando Silva (PCdoB), declarou: “Infelizmente, muito mais mortes e destruição estão no horizonte. É trágico. Não há coordenação federal, sobram sabotagem, irresponsabilidade e politicagem. Há erros de toda ordem e grandeza, desde os patéticos como a troca de estados na distribuição da vacina, cometido pelo gênio da logística, até os mais graves e criminosos, que custaram vidas, como a negação às vacinas, seja a do Butantan ou da Pfizer, que, se compradas quando oferecidas, teríamos perto da centena de milhão de doses disponíveis para que o SUS pudesse fazer o que faz de melhor: salvar vidas de brasileiros”.

O deputado disse ainda: “O criminoso mor é Jair Bolsonaro. Na contramão do mundo e da ciência, negou a pandemia, chamou de “gripezinha”, boicotou o isolamento, moveu uma guerra contra governadores e as instituições democráticas, trocou ministros a partir do demérito, colocou a Saúde nas mãos de ignorantes e lunáticos. Negou-se a comprar vacinas, mas gastou dezenas de milhões em cloroquina, que agora mofam nos armazéns do Exército. A lista de crimes é muito mais longa, basta lembrarmos do sadismo que obrigou governadores a terem que importar respiradores às escondidas”.

Conforme destacou o deputado Daniel Almeida (PCdoB-BA), “é preciso adotar medidas para conter o avanço da pandemia. Não há um plano de vacinação, mas há uma atitude irresponsável e criminosa, pois o contágio e o número de mortes estão no pico, e o governo não demonstra capacidade/interesse em prover a vacina para toda a população”.

Pior momento

O deputado licenciado e secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano do Governo do Maranhão, Márcio Jerry, enfatizou lembrou que “em 7/1,  atingíamos a taxa de 200 mil mortes. Foram 50 mil mortes em 48 dias. Não se iludam: com menos de 3% da população vacinada, vivemos o pior momento da pandemia. Hoje completa um ano desde que o primeiro caso da doença foi identificado no Brasil”.

Em artigo publicado no portal Sul21, a jornalista e ex-deputada Manuela d’Ávila colocou: “Momentos como os que estamos vivendo na pandemia deveriam ensejar grande senso de unidade entre governos, sociedade civil e partidos políticos”. E completou: “Ocorre que, no Brasil de Bolsonaro, defender a vacinação e o protocolo sanitário celebrado globalmente, bem como a renda emergencial para famílias em situação de vulnerabilidade financeira passou a ser uma agenda de enfrentamento político e não de unidade”.

 

Por Priscila Lobregatte