Lideranças do PCdoB repudiam fim de gasto mínimo com saúde e educação

Bolsonaro está fazendo roleta russa com os direitos básicos da população, diz Manuela

Imagem: montagem - Pedro Guerreiro / Ag. Pará via Fotos Públicas e Marcello Casal Jr./ EBC

A notícia de que a versão preliminar da PEC Emergencial propõe o fim da obrigatoriedade de União, estados e municípios dedicarem percentuais mínimos de sua arrecadação para a educação e a saúde, provocou reação de lideranças do PCdoB.

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) declarou, em suas redes sociais, nesta segunda-feira (22), que “a desvinculação total do Orçamento é uma irresponsabilidade, um tiro de misericórdia na Educação e na Saúde públicas”. Em contrapartida, o parlamentar propôs “revogar o teto de gastos e estabelecer um limite para despesas financeiras, o que liberaria recursos para infraestrutura e áreas sociais”.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também reagiu com indignação: “Um duro golpe está sendo construído contra o gasto mínimo constitucional em Saúde e Educação! Garantir um piso de receitas em assuntos tão estratégicos é fundamental. Derrubar essa conquista de lutas históricas dos movimentos sociais de cada setor é um absurdo”.

“O desgoverno Bolsonaro quer aprovar uma PEC Emergencial que traz o fim da exigência de gastos mínimos do poder público em saúde e educação. Mais um absurdo! Colocam o povo contra a parede, perdendo sempre, independente do resultado!”, disse a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).

Para a jornalista Manuela D’Ávila, ex-deputada pelo PCdoB-RS, “Bolsonaro está fazendo roleta russa com os direitos básicos da população. Agora, para pagar o auxílio emergencial, quer acabar com a exigência de investimentos mínimos na Saúde e na Educação. Precisamos nos mobilizar contra essa medida!”.

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Por Priscila Lobregatte

 

(Atualizada em 23/02, às 14h25, para inclusão de informação)