Dieese: custo da cesta básica volta a subir e chega a R$ 761 em SP

(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Em março, o valor do conjunto dos alimentos básicos aumentou em todas as 17 capitais onde o DIEESE (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) realiza mensalmente a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos.

Aumentaram o preço do feijão, do óleo de soja, do pão francês, da farinha de mandioca e da farinha de trigo em todas as cidades. Subiram os preços, na maioria delas, do leite integral, do açúcar, do tomate e da manteiga.

As cestas mais caras em março foram encontradas na cidade de São Paulo (R$ 761,19), seguida pelo Rio de Janeiro, Florianópolis (R$ 745,47) e Porto Alegre (R$ 734,28).

Nas cidades do Norte e Nordeste, onde a composição da cesta é diferente das demais capitais, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 524,99), Salvador (R$ 560,39) e Recife (R$ 561,57).

A comparação do valor da cesta em 12 meses, ou seja, entre março de 2022 e março de 2021, mostrou que todas as capitais tiveram alta de preços, com variações que oscilaram entre 11,99%, em Aracaju, a 29,44%, em Campo Grande.

“Quando se compara o custo da cesta e o salário mínimo líquido, ou seja, após o desconto de 7,5% referente à Previdência Social, verifica-se que o trabalhador remunerado pelo piso nacional comprometeu em média, em março de 2022, 58,57% do rendimento para adquirir os produtos da cesta, mais do que em fevereiro, quando o percentual foi de 56,11%. Em março de 2021, quando o salário mínimo era de R$ 1.100,00, o percentual ficou em 53,71%”, aponta o Dieese.

Com a renda desabando em meio ao trabalho precário recorde, sobra muito pouco para outros produtos básicos para as famílias brasileiras que enfrentam a carestia correndo solta na era Bolsonaro, com aumento no gás de cozinha, que voltou a subir na última semana, segundo a Agência Nacional de Petróleo, as tarifas de energia com novos reajustes, o transporte com a alta dos combustíveis, a aumento no preço dos remédios autorizados pelo governo, entre muitos outros produtos cujos preços não param de subir.

No acumulado dos últimos 12 meses, 12 dos 13 produtos tiveram alta: tomate (93,37%), café em pó (72,30%), açúcar refinado (46,21%), batata (34,58%), manteiga (24,70%), óleo de soja (24,14%), farinha de trigo (15,58%), carne bovina de primeira (13,36%), pão francês (12,76%), leite integral (9,03%), banana (6,50%) e feijão carioquinha (6,13%). Somente o arroz agulhinha acumulou taxa negativa (-15,23%).