Deputados questionam quem lucrou com remédios ineficazes para Covid

Foto: Conselho Nacional de Saúde

A notícia de que a empresa farmacêutica EMS faturou com o “kit Covid”, em 2020, oito vezes mais do que em 2019, gerou indignação dos parlamentares do PCdoB, que se manifestaram nesta quinta-feira (17), via redes sociais, sobre o assunto.

“Quem lucrou com as mentiras presidenciais? Por que Bolsonaro e seus aliados insistiram em medicamentos sem eficácia para a Covid? As peças do quebra-cabeça vão — aos poucos — aparecendo. A farmacêutica EMS declarou à CPI que lucrou oito vezes mais com o kit Covid do que no ano anterior. O lucro da empresa em 2020 foi de 142 milhões”, salientou a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

A deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA) também se posicionou: “O valor com a venda de ivermectina, por exemplo, passou de R$ 2,2 milhões para R$ 71,1 milhões na pandemia.Vale a pergunta: por que o governo Bolsonaro defende o uso de medicamentos que não tem eficácia comprovada contra a covid? Isso é grave e tem que ser investigado!”.

Orlando Silva, deputado federal do PCdoB-SP, declarou: “Bolsonaro levantava desconfiança contra as vacinas e fez um escabroso lobby dos remédios ineficazes. Sigam o dinheiro, porque tem gato nessa tuba”.

O lucro da EMS com medicamentos que mostraram não ser eficazes no tratamento da Covid-19 veio à tona após a empresa enviar dados solicitados pela CPI da Covid. O valor obtido com venda de ivermectina saltou de R$ 2,2 milhões para R$ 71,1 milhões durante a pandemia. No caso da hidroxicloroquina, a EMS faturou R$ 20,9 milhões no ano passado, cifra 20 vezes maior do que em 2019.

 

Por Priscila Lobregatte
Com agências