Deputados do PCdoB expõem política ambiental destrutiva de Bolsonaro

Fotos: Valter Campanato/Agência Brasil e Prefeitura de Diamantino (MT)

A realização da Cúpula do Clima nesta quinta-feira (22) — Dia Mundial da Terra — e sexta-feira (23) vai explicitar ao mundo, mais uma vez, a deplorável política ambiental brasileira levada a cabo pelo presidente Jair Bolsonaro e seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, colocando o país novamente em situação vexatória no plano internacional.

O tema tem sido abordado por parlamentares e lideranças do PCdoB, que alertam sobre a gravidade da situação e a necessidade de haver mudanças profundas na condução política também desta área, sob o risco de o país assistir a uma verdadeira catástrofe sem retorno.

“Ironia da vida, a Cúpula do Clima começa no aniversário de um ano do famoso e vergonhoso ‘passar a boiada’ de Ricardo Salles, que expôs ao mundo a política oficial de destruição do meio ambiente do governo Bolsonaro. Nesse tempo, recordes macabros. Brasil será tratado como pária”, declarou o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) nesta quinta-feira (22) em suas redes sociais.

O parlamentar acrescentou ainda: “BolsoNERO, o genocida do Planalto, e Ricardo Salles, o piromaníaco das selvas, querem 1 bilhão para financiar uma milícia ambiental. Certamente vai funcionar para proteger grileiros, madeireiros e garimpeiros ilegais, além de dar sumiço em indígenas e ambientalistas”.

O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB-BA) salientou que “a política de preservação é desastrosa; ou pior: inexistente! Os índices de desmatamento catapultaram na era Bolsonaro. Qual será a desculpa da vez?”. O parlamentar disse ainda que “um ministro que defendeu passar a boiada na desregulação do meio ambiente, no momento de fragilidade do país em plena pandemia, é um completo desserviço”.

A deputada federal Perpétua Almeida (PCdoB-AC) destacou: “O capitão da política do desmatamento vai passar sua boiada durante três minutos nos impondo vergonha internacional. Podia fazer algo útil ao planeta: demitir seu anti-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles”.

Conforme apontou a deputada federal Alice Portugal (PCdoB-BA), “Ricardo Salles intercedeu em favor de madeireiros acusados de exploração ilegal. Não é o que se espera de um Ministro do Meio Ambiente”.

Ela lembrou ainda que “desde que assumiu o ministério do Meio Ambiente, Salles trabalha para inviabilizar qualquer estratégia de proteção, conservação e desenvolvimento sustentável na Amazônia. Ele tem que responder pelos crimes ao nosso patrimônio ambiental!”. E concluiu: “O patrimônio ambiental do Brasil é muito valioso para estar nas mãos de quem não liga pra ele”.

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Por Priscila Lobregatte