Na retomada do Congresso Nacional, o “capetão” apresentou projeto que libera de vez a exploração de terras indígenas no Brasil. Ele autoriza mineração, construção de obras de infraestrutura e até plantio de transgênicos. O intento de Bolsonaro é exterminar as comunidades indígenas.

Por Altamiro Borges*

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Em outro projeto, o “laranjão” dos ruralistas também liberou a pesca esportiva em áreas de conservação. Prevendo as críticas das ONGs, o “capetão” saiu disparando sua arminha contra ambientalistas. A questão ambiental segue no centro das disputas, com forte impacto internacional.

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Na sua cruzada contra as comunidades indígenas, Bolsonaro conta com Sergio Moro, seu miliciano na “Justiça”. O ex-juizeco nomeou o “pastor” Ricardo Lopes Dias para chefiar a coordenação de índios isolados da Funai, um setor sensível do órgão por lidar com populações mais vulneráveis.

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O pastor Ricardo Lopes Dias, nomeado pelo “marreco de Maringá”, é ligado à Missão Novas Tribos do Brasil (MNTB), organização missionária fundada nos EUA. Essa seita é conhecida por forçar a evangelização de comunidades indígenas que escolheram viver em isolamento.

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Diante desse absurdo, o Instituto Socioambiental divulgou nota em que alerta que a indicação do “pastor” aponta para o retorno da política de contato forçado que vigorou durante a ditadura nos anos 1970. Ela provocou a morte de milhares de índios por doenças e violência do Estado.

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O jornal Valor, dedicado à cloaca burguesa mais ilustrada, segue publicando dados preocupantes sobre a crise – contra a maré de otimismo econômico difundida pela mídia rentista. Na quinta-feira (6), o diário demonstrou que 44% da indústria brasileira passa por uma grave recessão.

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Segundo o Valor, após dois anos de esforços para sair da crise, a indústria de transformação ficou estagnada em 2019. Sua sonhada aceleração fez água. Quatro em cada dez segmentos do setor encerraram em recessão. Dos 93 subsetores da indústria, 41 enfrentaram queda em 2019.

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Em outra matéria, o jornal Valor mostra que a crise também se manifesta na queda dos investimentos dos Estados. Os minguados orçamentos reduziram os investimentos: a queda em 2019 foi de 28,4% em relação a 2015, primeiro ano de mandato das gestões anteriores. Clima é de falência!

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A revista Época foi a primeira a alertar para as mudanças no Departamento de Conteúdo e Gestão Digitais da Secom de Bolsonaro com a nomeação de Luiz Galeazzo, “um bolsonarista raiz. Em sua conta de Twitter, ele era um dos mais empenhados em atacar o STF, fora postagens machistas”.

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Na sequência, o ex-bolsonarista Alexandre Frota escancarou o que seriam as tais “postagens machistas” do novo chefão da área digital do capetão-presidente. O agora deputado tucano postou fotos íntimas de Luiz Galeazzo e ironizou o “falso moralismo” dos bolsonaristas. Hilário!

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Além da foto íntima, Alexandre Frota publicou postagens de baixíssimo nível atribuídas a Galeazzo e disparou: “Ele ataca mulheres, ataca gays, ataca negros”. Diante da repercussão negativa dos posts do novato tucano, o “capetão” parece que decidiu desistir do seu ativista digital.

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Altamiro Borges* é jornalista e presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e membro do Comitê Central do PCdoB.

 

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