Antiga residência de imperadores, Cidade Proibida simboliza riqueza da cultura chinesa
A caravana de militantes do PCdoB e do Cebrapaz que visita a China esteve, neste sábado (7), num dos locais mais mágicos e monumentais da China, a Cidade Proibida, em Pequim, construída entre 1406 e 1420. Antes vetado ao acesso do povo, passou a ser espaço público em 1925, sob o comando comunista.
Ao todo, 160 pessoas participam da excursão, que se estende até o dia 18 e tem o objetivo de explorar alguns dos pontos mais importantes da China e compreender esse país que, sob o comando do Partido Comunista da China, se transformou profundamente e está revolucionando a geopolítica mundial.
Apesar da chuva e do frio, centenas de turistas de dentro e de fora do país circulavam pelo local neste sábado. Dezenas de jovens, principalmente moças, costumam passear pela construção vestidas como naquela era. O costume reflete um movimento iniciado no começo dos anos 2000, conhecido como Hanfu, associado à valorização da história, da moda e das tradições chinesas, que se transformou em fenômeno cultural.
As jovens, vindas de vários pontos do país, vão ao local para serem fotografadas em meio à Cidade Proibida. Lojas ao redor do complexo alugam roupas e disponibilizam espaço para que elas se arrumem. Algumas roupas podem ser alugadas por até US$ 80.
Dentre as caracterizações favoritas está a das concumbinas, mulheres que integravam o harém do imperador e mantinham com ele uma relação oficialmente reconhecida, mas sem o status da imperatriz.
Conta-se que alguns imperadores chegaram a ter até três mil delas à sua disposição. Embora não tivessem o status da imperatriz, muitas dispunham de influência junto ao imperador e até hoje permeiam o imaginário popular.
Uma história milenar
A Cidade Proibida está situada ao norte da Praça da Paz Celestial, onde Mao Tsé-Tung proclamou a fundação da República Popular da China, em 1949.
Além da sua beleza monumental, o complexo impressiona pela grandiosidade e excepcional estado de conservação, conforme a Unesco. Em 1987, o braço da ONU reconheceu a Cidade Proibida como Patrimônio Mundial.
Para manter o complexo, mais antigo do que a dominação portuguesa sobre o Brasil, diversas intervenções foram feitas ao longo dos séculos, mas sempre de maneira a manter suas características originais.
Consta que duas reconstruções imperiais ocorreram entre os séculos 15 e 18, inclusive devido a incêndios. Entre 2000 e 2020, foi feita uma grande restauração e mais recentemente, em 2025, houve outras intervenções no Jardim de Qianlong.
Com aproximadamente 720 mil metros quadrados e cerca de 980 edifícios preservados, a Cidade Proibida abrigou 24 imperadores das dinastias Ming e Qing durante quase 500 anos. Seus palácios, muralhas, telhados e grandes pátios refletem a grandiosidade da arquitetura tradicional chinesa e a organização hierárquica do antigo império.
O nome Cidade Proibida se deve às rígidas restrições de acesso: durante séculos, a população era vetada de entrar no complexo, reservado à família imperial e às pessoas autorizadas a frequentar a corte.
Com o fim da monarquia chinesa, em 1912, o palácio perdeu sua função política. Em 1925, foi transformado em museu e aberto ao público, completando um século de existência como instituição cultural em 2025.











