Nota sobre a fuga e a carta de Flávio Bolsonaro
No último domingo, 25 de outubro, o Brasil foi às urnas e consagrou Luís Inácio Lula da Silva (PT) presidente do Brasil para um quarto mandato, numa virada histórica, acompanhada por toda a imprensa nacional e internacional, além de observadores estrangeiros. O resultado foi inconteste.
Apurados os votos, Flávio Bolsonaro (PL), o candidato derrotado, não reconheceu o resultado e buscou um caminho de contestação da legitimidade do pleito. Não contou o apoio nem de seus de aliados.
Por ser investigado no Supremo Tribunal Federal pelo cometimento de ao menos três crimes e diante de indícios de fuga, lhe foi solicitado a entrega dos passaportes.
Descumprindo essa determinação, Flávio Bolsonaro contou com o apoio de autoridades dos governos Milei e Trump e fugiu através da Argentina para os Estados Unidos. Numa clara demonstração de pequenez política e de traição aos seus eleitores.
Em solo estadunidense, soltou uma carta de aberto tom golpista, onde se autoproclama presidente eleito do Brasil e justifica sua fuga pela existência de um suposto regime de exceção. Minutos depois, edita o texto e troca o trecho de “presidente eleito” para “líder do Brasil”. Delírios de alguém que nunca teve apreço pela democracia.
O PCdoB repudia a atitude covarde de Flávio Bolsonaro e suas ilações sobre a legalidade do pleito que reelegeu Lula presidente.
Sua atitude merece ser firmemente denunciada em solo brasileiro e junto à toda a comunidade internacional.
Temos convicção de que a ordem democrática uma vez mais se manterá inabalável diante dessa ação covarde e traidora. E que essa tentativa de quebra da ordem democrática por Flávio Bolsonaro será julgada de maneira severa pelo povo brasileiro.
Viva a democracia brasileira.
Executiva Nacional do PCdoB




