O presidente dos EUA, Donald Trump | Foto: Getty Images/ Win McNamee

Seguindo uma das táticas mais comuns da extrema direita, Donald Trump deu mais um passo para corroer as instituições estadunidenses: a quatro meses das eleições parlamentares, o presidente resolveu demitir, nesta quinta-feira (9), os três últimos integrantes da Comissão de Assistência Eleitoral (EAC, na sigla em inglês).

O órgão federal independente tem a função de auxiliar autoridades responsáveis pela organização das eleições no país.

A decisão é mais uma no rol daquelas que buscam interferir no voto, abraçadas lá e aqui pela extrema direita. Se no Brasil, Jair Bolsonaro, seu entorno e seguidores atuaram, desde o início de seu mandato, para descredibilizar as urnas e tentar pavimentar sua reeleição, nos EUA Trump tem usado do mesmo expediente.

Primeiramente, acusou, sem provas, suposta fraude na eleição de Joe Biden em 2020, quando buscava sua reeleição. Mais recentemente, Trump apontou, também sem apresentar fatos concretos, que os democratas estariam roubando as primárias de eleições na Califórnia. O Departamento de Justiça (DOJ) e o FBI abriram inquéritos para apurar o caso.

Além disso, conforme noticiado por sites internacionais, o governo utilizou agentes do FBI para cumprir mandados e confiscar centenas de caixas com cédulas originais e relatórios da eleição de 2020 no condado de Fulton, na Geórgia, em uma tentativa de reabrir investigações sobre sua derrota passada.
Sobre as demissões, um funcionário do governo teria dito, segundo agências de notícias, que o presidente tem autoridade para remover pessoas que “talvez não estejam totalmente alinhadas com a importante tarefa de garantir a segurança das eleições nos Estados Unidos e assegurar que todos os votos legais sejam contabilizados”.

Antes desse último ato contra a comissão, a única integrante indicada pelo Partido Republicano renunciou, outros dois indicados pelos democratas foram demitidos por e-mail e um quarto integrante deixou o órgão em abril.

Com agências