Congresso da UMES une estudantes contra ataques de Tarcísio à educação pública
Mais de 900 estudantes de toda a cidade de São Paulo se reuniram nesta quarta-feira (1º) no 30º Congresso da União Municipal dos Estudantes Secundaristas de São Paulo (UMES). Com o tema “Educação é Soberania: o Império não dita o nosso país”, o Congresso reafirmou o papel histórico dos estudantes brasileiros que, em diversos momentos, estiveram na linha de frente na defesa da democracia, da soberania nacional e dos direitos do povo.
A discussão do Congresso aparece em um momento decisivo para a educação pública em São Paulo. Nos últimos meses, os estudantes têm assistido a repetidos ataques à escola pública pelo governo Tarcísio de Freitas, como tentativas de privatização e militarização das escolas, cortes no orçamento da educação, imposição de plataformas educacionais que desrespeitam a autonomia pedagógica e a desvalorização dos professores.
Para a entidade, essas medidas representam um imenso retrocesso nos direitos básicos que deveriam ser assegurados para os estudantes.
A mesa de abertura contou com a participação de Valentina Macedo, presidente da entidade, o presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Hugo Silva, a presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP), o deputado estadual Guilherme Cortez (Psol), o vereador da cidade de São Paulo Hélio Rodrigues (PT), o vereador da cidade de Araraquara Guilherme Bianco (PCdoB).
O ato político contou ainda com a presidente da Federação das Mulheres Paulistas (FMP), Keila Pereira, o presidente do Sindicato dos Diretores do estado de São Paulo (Udemo), Chico Poli, o vice-presidente da Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Ubiratan Dantas (Bira), o presidente em exercício do Sindicato dos Professores (Apeoesp) Guido Pereira e o secretário-geral do Congresso Nacional Afro-Brasileiro (CNAB), Marcos Kauê.
Valentina Macedo fez um balanço sobre a gestão e afirmou que os estudantes defenderam a educação a todo o momento. “Esse congresso já é uma grande vitória, com diversos estudantes vestindo verde e amarelo, e eu acho que isso reflete um pouco do que foi a nossa luta nessa última gestão. A gente entra no auge do governo Tarcísio e Feder e também começamos a enfrentar os principais ataques deles contra a educação”, disse.
“Creio que a defesa da soberania nacional do nosso país não ficou para trás, pelo contrário, a gente se manteve firme na nossa posição de enfrentar os inimigos da educação e do Brasil. Então, a bandeira verde e amarela, a bandeira do nosso país, sempre esteve à frente da nossa luta. No ano passado nós saímos em manifestação, inclusive a gente puxou no 11 de agosto, a defesa da soberania nacional, levantando o verde e amarelo também. E eu acho que chegamos agora nesse momento de coroamento. da gestão com um ciclo muito vitorioso, tendo em vista que conseguimos travar diversas batalhas”, afirmou Valentina.
O deputado Orlando Silva saudou o Congresso e falou sobre a importância do movimento estudantil acerca do aprendizado político.
“Esse espaço é muito importante para a formação, porque, seja no Grêmio estudantil ou na UMES, é quando a gente aprende as primeiras letras, como se fosse uma alfabetização da política. Antes de ser deputado, foram nesses espaços que eu comecei a ter o acesso à política como cada um de vocês”, disse.
O deputado também falou sobre a defesa da soberania. “Eu queria falar a última coisa pra vocês: Amar e mudar as coisas também é amar o Brasil. Nós temos que amar o nosso país, a nossa pátria, a nossa nação”, continuou.
A presidente da UNE, Bianca Borges, em sua fala, destacou que “os estudantes que estão aqui querem estar na universidade. Dessa mesma forma, nossa geração com movimento estudantil em São Paulo entende esses desafios para a luta e por isso está construindo uma ampla frente para combater Ricardo Nunes (MDB) e Tarcísio de Freitas e todo o conservadorismo que aflige este estado. Tem muita gente que vende o sonho patriótico, mas é o sonho do entreguismo, do descaso. Vamos à luta para acabar com essa lesa pátria”.
Hugo Silva, da UBES, afirmou em sua fala que os estudantes de São Paulo estão organizando a sua rebeldia para transformar esse lugar, porque essa galera que está no poder, como Ricardo Nunes, Tarcísio de Freitas e o bolsonarismo, apresenta como única perspectiva da nossa vida o subemprego, a fome, o não ingresso na universidade, uma escola caindo aos pedaços. “É essa rebeldia expressa no plenário aqui hoje, que faz com que a gente transforme essa realidade”, disse.
“Nós fomos a galera que derrubou o Bolsonaro e colocou ele atrás das grades! E será essa mesma geração que vai botar Tarcísio de Freitas, Nunes e Flávio Bolsonaro pra bater continência pra bandeira americana, bem longe daqui, porque os patriotas que honram o verde e amarelo desta camisa estão aqui neste plenário hoje. Não vamos abaixar a cabeça para nenhum inimigo da educação”, afirmou.
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