Manifestações em Roma, Paris e Bruxelas rejeitam bloqueio de Trump a Cuba
Manifestação de solidariedade em Roma, que percorreu várias das principais avenidas, sob os lemas “Cuba se defende, não se vende e não se rende” e “Cuba não é uma ameaça”, rechaçou no domingo (12) ordem executiva assinada por Trump em janeiro como pretexto para bloquear a entrada de combustível no país caribenho e para ameaçar com tarifas as nações que vendem ou fornecem petróleo bruto à ilha, o povo italiano expressou sua solidariedade com Cuba.
Partindo do Coliseu, mais de dez mil pessoas participaram da marcha, organizada pela Associação Nacional de Amizade Itália-Cuba (ANAIC), que contou com a participação da Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), do Partido Comunista, da Associação de Promoção Social (ARCI), da Rede Global de Mobilização pela Paz, da Agência de Intercâmbio Cultural e Econômico com Cuba (AICEC), e da União Sindical pela Base (USB).
Durante a marcha, representantes dos grupos participantes discursaram para a multidão, e no evento realizado ao final do percurso, Marco Papacci, presidente da ANAIC; Loredana Macchietti, líder da Fundação Gianni Miná; o renomado pesquisador científico Fabrizio Chiodo e Ulises Mora, representando associações de cubanos residentes na Itália, falaram.
Papacci enfatizou que a iniciativa visa reafirmar o apoio à ilha face à intensificação do bloqueio econômico imposto pelos EUA há mais de 60 anos, ao qual se somaram recentemente novas medidas genocidas.
“Estamos aqui para dizer uma verdade que o mundo não pode ignorar: Cuba está sob ataque, mas vive, resiste, e nós estamos com ela, com o povo cubano, com a sua Revolução”, afirmou o presidente da ANAIC.
Além de Roma, Paris e Bruxelas estiveram entre as cidades europeias que testemunharam manifestações no sábado (11) em apoio ao povo cubano e em rejeição ao bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos à ilha, que foi reforçado desde o início de 2026 com o bloqueio energético decretado por Trump.
A FRANÇA EXIGE FIM DO BLOQUEIO
Na França, trinta cidades sediaram manifestações para exigir o fim do bloqueio dos EUA contra Cuba, denunciar a escalada com o embargo energético e expressar apoio à nação caribenha.
Lyon, Montpellier, Bordéus, Le Havre, Toulouse, Amiens, Brest, Lille, Grenoble, Nîmes e outras cidades responderam ao apelo do Partido Comunista Francês (PCF) com o apoio da Confederação Geral do Trabalho (CGT) e de outras associações e forças políticas.
Em Paris, a Torre Eiffel foi o cenário de uma manifestação de centenas de pessoas, em um evento adornado com bandeiras cubanas e das organizações participantes, além de faixas exigindo o fim do bloqueio.
Um após o outro, os oradores denunciaram o bloqueio econômico, comercial e financeiro e seu agravamento pelo governo Trump através do embargo do petróleo, bem como o impacto devastador dessa política sobre a população civil e a natureza extraterritorial da agressão dos EUA.
A manifestação na Praça Jacques-Rueff contou com discursos do embaixador cubano, Otto Vaillant, da líder comunista Charlotte Balavoine e do líder da CGT, Laurent Brun.
Balavoine, que lidera a campanha do Partido Comunista Francês (PCF) em apoio a Cuba, pediu maior apoio à ilha, tanto político quanto material. Ela defendeu que se priorize o apoio à nação caribenha no setor energético, particularmente afetado pelo embargo de petróleo imposto por Trump no final de janeiro.
A dirigente comunista também pediu que autoridades eleitas em toda a França se posicionem contra o bloqueio a Cuba e implementem medidas concretas de apoio por meio de projetos e financiamento.
NA BÉLGICA EXIGEM “TIREM AS MÃOS DE CUBA”
Em Bruxelas, na Bélgica, representantes de forças políticas, sindicatos, organizações da sociedade civil, bem como cubanos e outros latino-americanos ali residentes, participaram da mobilização com bandeiras cubanas e faixas de apoio à ilha, sob o brutal estrangulamento econômico do governo Trump.
“Unblock Cuba”, “Hands Off Cuba”, “Brisez le blocus” e “Breek de blokkade” foram alguns dos slogans entoados pelos manifestantes em um protesto multilíngue, no qual denunciaram os efeitos da agressão dos EUA sobre a população cubana e descreveram essa política como criminosa e genocida.
CUBA NÃO ESTÁ SOZINHA
Essas mobilizações fazem parte de iniciativas em nível europeu para exigir que o governo dos EUA ponha fim às suas políticas hostis contra Cuba. Num contexto de crescente colaboração entre organizações sociais, políticas e sindicais, as ações realizadas na Itália, na França e na Bélgica, destacaram uma mensagem comum: Cuba não está sozinha.
Essas iniciativas têm se concentrado em denunciar os efeitos do bloqueio na vida cotidiana no arquipélago cubano, bem como em defender sua soberania e o direito de seu povo de se desenvolver sem interferência externa.
Por sua vez, refletem um fortalecimento do movimento de solidariedade europeu com Cuba, que continua a posicionar-se ativamente contra medidas coercitivas unilaterais e faz parte da crescente rejeição global das políticas do governo Trump.
Fonte: Papiro



