Marcha antifascista toma ruas de Porto Alegre em defesa da soberania dos povos
Vinte e cinco anos após a primeira edição do Fórum Social Mundial, Porto Alegre voltou a ser palco, nesta quinta-feira (26), dia de seu aniversário de 254 anos, da Marcha Antifascista pela Soberania dos Povos, que reuniu movimentos sociais, coletivos e partidos brasileiros e de outros 30 países contra o fascismo, o imperialismo e pela soberania.
A marcha abriu oficialmente a 1ª Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos, que acontece até domingo (29) na capital gaúcha. De acordo com os organizadores, mais de 5 mil pessoas ocuparam ruas do centro no início da noite, empunhando faixas e cartazes contra as ações do imperialismo estadunidense, as guerras, as desigualdades de gênero e raça e em defesa de direitos da classe trabalhadora e da democracia.
“Estamos nas ruas para afirmar que não existe democracia com o avanço da extrema direita, com ódio e o ataque aos direitos políticos do nosso povo. Não basta atuar somente dentro dos espaços de poder, é o povo organizado que enfrenta o fascismo. Soberania de verdade é comida na mesa, segurança e defesa da classe trabalhadora”, disse a deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS) durante o ato.
Para Rodrigo Calais, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) do RS, “a conferência e a marcha acontecem num momento muito importante em que a gente está vendo a expansão da política de guerra do imperialismo norte-americano: o genocídio contra a Palestina, o sequestro do presidente Nicolas Maduro, o ataque ao povo do Irã, ameaças à Groenlândia, o endurecimento cada vez maior do embargo contra o povo cubano e as políticas de taxação contra o Brasil. A extrema direita se organiza de forma global e nós precisamos fazer o mesmo. Para combater o fascismo, é preciso que a classe trabalhadora também se levante contra tudo isso”.


