Foto: Vaticano News

O Papa Leão 14 pediu, neste domingo (8), durante discurso no Vaticano, o fim da violência no Oriente Médio e a retomada do diálogo diplomático entre as nações envolvidas. Além disso, defendeu o fim da violência contra as mulheres.

“Elevamos nossa humilde oração ao Senhor para que o clamor das bombas cesse, que as armas se calem e que se abra espaço para o diálogo, onde a voz dos povos possa ser ouvida”, disse o pontífice.

O líder da Igreja Católica chamou atenção para o quadro vivenciado pelo povo iraniano e também alertou para o perigo da disseminação dos conflitos na região.

“Queridos irmãos e irmãs, continuam chegando notícias do Irã e de todo o Oriente Médio que causam profunda preocupação. Além dos episódios de violência e devastação e do clima generalizado de ódio e medo, cresce o receio de que o conflito se espalhe e que outros países da região, incluindo o querido Líbano, possam voltar a mergulhar na instabilidade”, afirmou.

Ao mesmo tempo, rogou “pelos caminhos da reconciliação e da esperança”.

O atual conflito teve início com ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã e hoje se espalha por outros países da região. Somente no Irã, mais de 1,3 mil pessoas foram mortas, 30% das quais, crianças.

Contra violência à mulher

Durante o discurso, Leão 14 também abordou o 8 de Março, Dia Internacional da Mulher. Em resposta a uma carta dirigida a ele por uma mulher que pedia ajuda para o fim dos feminicídios, o papa defendeu uma aliança entre a escola e a igreja para difundir entre os jovens “uma cultura de respeito”.

Ao mesmo tempo, argumentou que as mulheres são sinal de “liberdade, igualdade, generatividade, solidariedade, justiça”, além de “protagonistas e criadoras de uma cultura de cuidado e fraternidade indispensável para dar futuro e dignidade a toda a humanidade”.

São esses “grandes valores”, afirmou, que têm sido combatidos “por uma mentalidade perigosa que infesta as relações, produzindo apenas egoísmo, preconceitos, discriminações e vontade de domínio”, levando às agressões e à morte de mulheres pelo mundo.

Somente no Brasil, mais de 1,4 mil mulheres foram vítimas de feminicídio no ano de 2025. Neste 8 de março, o combate à violência e aos assassinatos ligados à condição de gênero é a principal pauta dos movimentos feministas e sociais que tomam as ruas em protestos pelo país.