Alckmin reafirma apoio a vinicultores diante do acordo Mercosul-UE
O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, participou, nesta quinta-feira (19), da abertura da Festa da Uva de Caxias do Sul (RS), que em 2026 completa 95 anos. Antes, ele se reuniu com empresários do setor vitivinícola e industriais do estado. Esta é a primeira vez, em 12 anos, que um presidente participa do evento.
Alckmin — que também é ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio — esteve com o empresariado local antes de comparecer à festa. Durante a reunião, o setor apresentou algumas demandas, dentre as quais a preservação da competitividade para vinhos e espumantes nacionais na regulamentação do Imposto Seletivo e medidas de adaptação frente ao acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.
O Rio Grande do Sul responde por 90% da produção nacional de vinhos e espumantes, com destaque especial para a Serra Gaúcha. O setor tem demonstrado preocupação com o impacto que a redução das alíquotas dos impostos de importação dessas bebidas vindas da Europa poderia ter sobre a produção local. A estimativa é que o acordo possa reduzir em 20% o valor dos vinhos europeus.
Sobre este ponto, Alckmin explicou que o governo brasileiro vai regulamentar, por decreto, as salvaguardas previstas no acordo de livre comércio. “Há preocupação com a questão do acordo Mercosul-União Europeia. Duas coisas precisam ser colocadas. A desgravação [redução tarifária] no caso do vinho se dará em oito anos e do espumante em 12 anos. E existe a salvaguarda. No próprio acordo, há um capítulo voltado às salvaguardas”, disse Alckmin em coletiva de imprensa.
Ele acrescentou que “o presidente Lula vai regulamentar a salvaguarda por decreto. Então, nós teremos a salvaguarda regulamentada. Qualquer problema, você pode suspender aquele item. Se tiver aumento grande de importação, você pode imediatamente acioná-la”.
Quanto à reforma tributária, disse que a soma dos tributos e contribuições atuais é de 40,5% do valor dos produtos vitivinícolas. “Estudos mostram que, com a reforma, o índice vai a 33%”, disse. Ele também destacou que, no caso do imposto seletivo, bebidas fermentadas, como o vinho, deverão ter alíquota menor.
O presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Edegar Pretto, acompanhou Alckmin e também falou sobre outra medida do governo federal que beneficia os produtores locais de suco de uva. “Na reunião com o setor da vitivinicultura, em Caxias do Sul, informei aos produtores que a Conab está estudando estabelecer um preço mínimo para o suco de uva, uma demanda que pode ser muito importante para quem produz”.
Com agências




