TariFlávio usou avião do banqueiro criminoso Daniel Vorcaro
O candidato fascista à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), admitiu que viajou em avião do banqueiro Daniel Vorcaro em janeiro de 2025 dos Estados Unidos para o Brasil. Ele estava acompanhado da família e do advogado Willer Tomaz. Este último é investigado no escândalo do INSS.
Nesta época, Flávio já havia iniciado negociações com o banqueiro, oferecendo apoio à mudança na legislação do Fundo Garantido de Crédito em troca de uma propina milionária no valor de R$ 134 milhões. O “favor” do voo com a família mostra intimidade entre os dois, que mais tarde ficou patente no áudio em que Flávio aparece chamando o banqueiro de irmão, irmãozão, etc.
A hipocrisia e o cinismo deste episódio estão no fato de o mesmo senador ter feito, há alguns dias, cobranças públicas ao ministro Alexandre de Moraes sobre exatamente a mesma coisa que ele próprio, Flávio, fez: voar no avião de Vorcaro. Flávio Bolsonaro mente sem a menor cerimônia e acha que pode enganar o Brasil como conseguiu fazer no escândalo das rachadinhas, que seu pai conseguiu encobrir.
A diferença entre Flávio Bolsonaro e Moraes é que Flávio, além de usufruir da aeronave de Vorcaro e ser candidato a presidente, recebeu uma propina milionária do banqueiro, dono do Master. A desculpa de que o avião era do advogado Willer Tomaz também foi desmentida pela empresa. O avião era de Daniel Vorcaro.
O senador deixou Fort Lauderdale, na região de Miami, na Flórida, às 12h15 de 19 de janeiro de 2025 e pousou em Brasília às 20h01. O registro de entrada e saída da alfândega americana confirma que Flávio deixou os Estados Unidos naquela data. Ele havia entrado no país em 27 de dezembro de 2024, por Miami, para curtir as festas de fim de ano com a família e amigos. Tudo pago por Vorcaro.
Entre os “amigos” do miliciano, estava também no avião particular de Vorcaro, Willer Tomaz, advogado que entrou no radar da Polícia Federal nas investigações sobre fraudes envolvendo descontos indevidos em aposentadorias do INSS.
O voo de retorno ao Brasil foi feito na aeronave da Embraer, Legacy 650, prefixo PP-NLR, fabricada em 2012. O jato tem autonomia para voar até 7,2 mil km a 850 km/h e pode levar até 13 passageiros. A informação sobre a viagem foi publicada pela revista “Piauí”, que identificou a aeronave a partir do cruzamento de registros de tráfego aéreo e dados aeroportuários. À época, a aeronave era gerida pela Prime Aviation, empresa ligada a Daniel Vorcaro, em contrato de 10 anos de cessão com a Fraction 024, de propriedade de Marcus Vinícius da Mata, também ligado ao banqueiro.
A própria revista Piauí já havia revelado que Flávio utilizou, durante a campanha presidencial, um apartamento em São Paulo pertencente a uma empresa de Willer Tomaz e anteriormente pertencente a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. A revista também mostrou conexões envolvendo uma propriedade utilizada pela família Bolsonaro em Angra dos Reis e administrada pela Prime You.
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