O 23º Congresso Nacional da União da Juventude Socialista (UJS) chegou ao fim neste domingo (5), no Rio de Janeiro

O 23º Congresso Nacional da União da Juventude Socialista (UJS) chegou ao fim neste domingo (5), no Rio de Janeiro, consolidando uma ampla agenda de debates sobre os desafios da juventude brasileira e definindo as diretrizes políticas da entidade para os próximos anos. Com o lema “O Futuro É Agora — por um Brasil de esperança e socialista”, o encontro reuniu cerca de 1.800 jovens de todos os estados brasileiros em quatro dias de formação política, atividades culturais, integração e deliberações.

Ao longo da programação, delegados e militantes participaram de conferências, mesas temáticas, assembleias e atos políticos que abordaram temas como soberania nacional, educação, trabalho, ciência e tecnologia, meio ambiente, comunicação digital, combate às opressões e enfrentamento da extrema direita.

Além de eleger a nova Direção Nacional, o congresso aprovou resoluções que orientarão a atuação da UJS em um período marcado pela disputa de projetos para o Brasil e pelas eleições de 2026.

Rafaela Elisiário destaca unidade e fortalecimento da organização

Em entrevista ao Portal Vermelho após o encerramento do congresso, a presidenta nacional da UJS, Rafaela Elisiário, avaliou que o encontro cumpriu seu principal objetivo de fortalecer a organização da juventude em todo o país.

“O Congresso Nacional da UJS Brasil reuniu cerca de 1.800 jovens de todos os estados brasileiros em um grande encontro de debates, formação política, cultura e integração. Ao longo da programação, os participantes compartilharam experiências, formularam propostas e fortaleceram o compromisso com a organização da juventude em todo o país”, afirmou.

Segundo Rafaela, o equilíbrio entre formação política, atividades culturais e momentos de convivência foi um dos diferenciais da programação, permitindo integrar jovens de diferentes realidades e ampliar o diálogo sobre os desafios enfrentados pelas novas gerações.

Programação combinou formação, cultura e participação

Durante quatro dias, o congresso promoveu dezenas de atividades simultâneas. Os debates trataram da crise do capitalismo, do papel do socialismo no século XXI, da precarização do trabalho, da disputa de narrativas nas redes sociais, da soberania tecnológica, da justiça climática, da reforma da educação e das políticas públicas voltadas para mulheres, população negra, juventude LGBT+ e estudantes.

Também integraram a programação o Festival das Juventudes, apresentações culturais, cortejos, atividades esportivas e a Culturata “Socialismo Vive”, realizada nos Arcos da Lapa, reforçando a tradição da UJS de combinar formação política com manifestações culturais.

Reeleição de Lula foi apresentada como prioridade política

Entre os principais momentos do congresso esteve o ato político realizado na sexta-feira (3), quando a entidade lançou a campanha “O futuro é agora! O futuro é com Lula”, voltada à mobilização da juventude para as eleições presidenciais deste ano.

Na avaliação de Rafaela Elisiário, o encontro reafirmou que a juventude terá papel decisivo na disputa eleitoral e na construção de um novo ciclo de desenvolvimento para o país.

“O ato político do congresso reafirmou o desafio de reeleger o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e inaugurar um novo ciclo de desenvolvimento para o Brasil, capaz de promover avanços estruturantes para o povo brasileiro e, em especial, para a juventude.”

Segundo ela, o congresso também destacou a necessidade de ampliar a disputa de ideias junto à juventude, apresentando o socialismo como alternativa política diante do avanço da extrema direita e reafirmando valores como democracia, justiça social, soberania nacional e ampliação dos direitos.

Nova direção reforça compromisso com diversidade

Outro resultado do encontro foi a eleição da nova Direção Nacional da UJS, responsável por conduzir a entidade nos próximos anos.

De acordo com Rafaela Elisiário, a composição da nova direção preservou princípios históricos da organização, assegurando paridade de gênero e de raça.

“Durante o congresso, também foi eleita a nova Direção Nacional da UJS Brasil, mantendo o compromisso da entidade com a democracia interna e a representatividade. A composição da direção garantiu a paridade de gênero e de raça, reafirmando o compromisso da organização com a construção de uma liderança diversa, plural e alinhada aos desafios da juventude brasileira.”

Resoluções orientam atuação nacional

Com o encerramento do 23º Congresso Nacional, a UJS inicia uma nova etapa de organização em todo o país. As resoluções aprovadas estabelecem como prioridades ampliar a presença da entidade entre estudantes e trabalhadores, fortalecer a luta de ideias nas redes sociais, aprofundar a formação política da militância e intensificar a mobilização da juventude em defesa da democracia, do desenvolvimento nacional, da soberania e da reeleição do presidente Lula.

Ao final dos quatro dias de atividades, o congresso reafirmou o sentido do lema escolhido para esta edição: a convicção de que os desafios da juventude brasileira exigem organização no presente para construir o futuro.

(por Cezar Xavier)