Foto: divulgação/PF

Como desdobramento do programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado nesta terça-feira (12) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Polícia Federal deflagrou, no mesmo dia pela manhã, a Operação Força Integrada II em 16 estados. O objetivo é combater o tráfico de drogas e de armas, a atuação de facções criminosas, a lavagem de dinheiro e outros crimes conexos.

Ao longo do dia, foram cumpridos 165 mandados de busca e apreensão e 71 mandados de prisão nos estados do Espírito Santo, Ceará, Amapá, Minas Gerais, Rondônia, Acre, Sergipe, Tocantins, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Paraná, Paraíba, Alagoas, Maranhão e Rio de Janeiro.

As ações desta etapa incluem operações contra estruturas financeiras de organizações criminosas, tráfico interestadual e internacional de drogas, comércio ilegal de armas, lavagem de capitais, crimes patrimoniais e captura de foragidos da Justiça. Também foram determinadas medidas de bloqueio e sequestro de bens no curso das investigações.

A ação mobilizou as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficcos), criadas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em parceria com instituições estaduais e federais de segurança pública.

O programa Brasil Contra o Crime Organizado, lançado no Palácio do Planalto nesta terça, é uma nova estratégia nacional para desarticular as estruturas econômicas, operacionais e territoriais que sustentam as organizações criminosas.

Neste primeiro momento, foram anunciados R$ 11 bilhões para a iniciativa, sendo R$ 1,06 bi em recursos diretos e R$ 10 bi em linha de crédito via BNDES.

Ações recentes

Segundo o MJSP, entre os dias 4 e 5 de maio, as operações realizadas pelas Ficcos resultaram na apreensão de 731 kg de entorpecentes, na prisão de 33 pessoas e no cumprimento de 42 mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do País. As ações também incluíram a inutilização de pistas clandestinas usadas pelo tráfico internacional de drogas.

Entre as operações realizadas no período estão a Consorte, deflagrada pela Ficco do Ceará em municípios do estado e em Belo Horizonte (MG); a Concierge, feita pela Ficco de Minas, em cidades do estado; ações da Ficco de São Paulo no interior do estado, bem como outras operações no Amazonas, Pará e Paraná. Também foram feitas prisões e cumpridos mandados pelas Ficcos de Rondônia, Ilhéus (BA) e Pernambuco.

Além dessas ações, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), concluiu a primeira edição da Operação Renorcrim Recupera, realizada entre 13 de abril e 8 de maio.

Segundo o MJSP, a ofensiva provocou prejuízo estimado em R$ 483 milhões às organizações criminosas foco das medidas. Ao longo da ação, foram cumpridos mandados judiciais, prisão de lideranças, apreensão de drogas e descapitalização financeira de facções.

Além do impacto financeiro, a operação resultou na prisão de 909 pessoas, na apreensão de 110 armas de fogo e de 723 kg de drogas. A atuação integrada também priorizou investigações patrimoniais e financeiras, além do bloqueio e da indisponibilidade judicial de bens e ativos vinculados ao crime organizado.

Com agências