Dois futuros para a inteligência artificial: a guerra ou o bem público
Em abril, com cinco dias de intervalo, assinala o analista indiano de tecnologia Bappa Sinha, surgiram duas visões completamente opostas sobre para que serve a Inteligência Artificial, quem a controla e a quem serve foram expostas pelo manifesto tecnofascista de 22 pontos da cria da CIA e empreiteira do Pentágono, Palantir, por um lado, e pela DeepSeek chinesa, com o lançamento do seu novo modelo de código aberto, V4, equivalente aos modelos americanos proprietários, mas que opera a 1 trigésimo do preço.
A Palantir – acrescenta o autor – está “operacionalmente ligada à maquinaria da guerra imperial”. A sua plataforma Gotham fornece alvos selecionados por IA para as forças armadas ucranianas. O sistema aprende com cada bomba lançada. Também se gaba de seu papel no genocídio em Gaza e na guerra ilegal dos EUA e de Israel contra o Irã.
Como declarou o CEO e fundador da DeepSeek, Liang Wenfeng, sua visão é fornecer IA de ponta a todos a fim de promover o progresso humano. No capitalismo, a IA de ponta é encerrada atrás de paywalls de API e contratos confidenciais e é incorporada a cadeias de destruição. No planejamento socialista, a mesma tecnologia é lançada como um bem público.
Em suma, trata-se de quem controla a tecnologia, quem se beneficia, quem paga o preço: para os trabalhadores de todo o mundo, estas questões definirão a próxima década.
Fonte: Papiro



