Copasa sob risco de privatização | Foto: Reprodução

Parlamentares da oposição ao Governo Romeu Zema (NOVO) iniciaram a coleta de assinaturas para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar denúncias de corrupção e conflitos de interesse no processo de privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais). 

O pedido, subscrito por parlamentares de diferentes partidos, prevê a instalação da comissão pelo prazo de 120 dias para apurar “os esquemas e atos de corrupção e demais crimes relacionados à desestatização da Copasa”. A oposição sustenta que há indícios da prática reiterada de corrupção na concessão de contratos de saneamento em vários estados, envolvendo agentes públicos e privados com atuação em Minas Gerais.

A fundamentação do requerimento menciona que Hamilton Amadeo, então presidente do Conselho de Administração da Copasa e ex-CEO da Aegea Saneamento, firmou acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal, homologado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Reportagem do UOL revelou que executivos e ex-executivos admitiram “o pagamento de propinas a agentes públicos em pelo menos seis estados e 20 municípios para obter ou manter concessões de água e esgoto”, em um esquema que teria movimentado cerca de R$ 63 milhões entre 2010 e 2018.

Segundo a mesma reportagem, “Arquiteto da expansão da Aegea, o então presidente da companhia, Hamilton Amadeo, era quem tinha a palavra final sobre os pagamentos de propinas a políticos, segundo ele próprio admitiu. E ainda: “O segundo na hierarquia era Santiago Crespo, então diretor comercial da companhia. Ele e Amadeo são os únicos delatores que deverão cumprir pena de prisão, conforme o acordo de colaboração, após o trânsito em julgado e o fim dos recursos no STJ e no STF”. Até que haja decisão definitiva, a sanção estabelecida é o cumprimento de prisão domiciliar.

Fonte: Página 8