Wassef diz que Flavio é ‘vítima de organização criminosa' chamada Coaf

O senador Flávio Bolsonaro (esq.) e o advogado Frederick Wassef durante entrevista no Senado

Foto: Pedro França/Agência Senado

O advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, que escondeu Fabrício Queiroz da polícia em sua casa em Atibaia, no interior de São Paulo, afirmou, em entrevista à Jovem Pan que o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) do Banco Central é uma organização criminosa.

“A situação do senador Flávio Bolsonaro foi resolvida. Morreu, não existem mais rachadinhas. Foi provado que jamais existiram as rachadinhas e que, na verdade, Flávio Bolsonaro foi vítima de uma organização criminosa chamada Coaf”, afirmou ele na entrevista. Desde que assumiu o governo, Jair Bolsonaro iniciou uma perseguição ao Coaf pelo relatório do órgão mostrando lavagem de dinheiro por Flávio Bolsonaro.

O Coaf atua em todo território nacional e possui atribuição administrativa, ou seja, não realiza investigações criminais. O conselho é responsável por receber e analisar as comunicações sobre movimentações financeiras suspeitas, direcionando-as às autoridades competentes para a aplicação da lei. É vinculado administrativamente ao Banco Central do Brasil, sendo que a lei dispõe sobre os crimes de lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores e a prevenção de atos ilícitos do sistema financeiro para o financiamento destas operações.

Em 2018, o Coaf detectou uma movimentação suspeita na conta do faz-tudo da família Bolsonaro, Fabrício Queiroz que na ocasião era assessor de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Na mesma época o Ministério Público e a Polícia Civil do Rio investigavam o esquema de rachadinha na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) onde deputados contratavam funcionários fantasmas e ficavam com parte dos seus salários.

O MP-RJ calculou na época que cerca de 6 milhões de reais tinham sido desviados dos cofres públicos pelo gabinete do então deputado Flávio Bolsonaro. Queiroz era o operador do esquema. As investigações mostraram que pessoas ligadas à milícias também participaram do esquema de lavagem. A mãe e a ex-mulher de Adriano da Nóbrega, chefe da milícia do Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio, eram funcionárias fantasmas do esquema.

Wassef acusou o órgão de controle de atuar “criando cenários fraudulentos”. “Ali dentro existem indivíduos praticando crimes, investigando e criando situações contra diversos brasileiros. Entram na conta de qualquer um e fazem uma mentirinha. Está provado que ele foi vítima de um grande crime”, disse.

Sem o menor compromisso com a verdade e, como ele inverteu tudo no caso da rachadinha, onde os investigadores viraram “bandidos” e os criminosos, que desviaram R$ 6 milhões do cofres públicos, viraram santo, ele inverteu também a atuação de Bolsonaro. Ele também teria sido vítima de fake news.

“Ele era acusado exatamente dos crimes dos quais ele era vítima. Ou seja, ele defendia as mulheres, punição aos estupradores, e o acusavam de apologia ao crime de estupro, o que é um absurdo. Fui uma grande vítima de fake news, o presidente Bolsonaro é permanentemente uma grande vítima de fake news”, disse. Na verdade, ele é a vítima que é acusada de crimes que ele sofreu e não praticou”, concluiu.