Wadson Ribeiro tenta levar o PCdoB-MG de volta à Câmara dos Deputados
“Minas no peito, trabalho bem feito.” É com esse lema – e com o número 6510 – que Wadson Ribeiro concorre a deputado federal pelo PCdoB em Minas Gerais nas eleições 2026. Os comunistas mineiros têm tradição. Nomes como José Luiz Guedes, Sérgio Miranda, Jô Moraes e o próprio Wadson já representaram o PCdoB-MG na Câmara dos Deputados.
A expectativa é de que a Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) eleja de 12 a 14 deputados federais em Minas no pleito de 4 de outubro. De olho numa dessas vagas, o Partido fixou uma meta de 85 mil votos para Wadson. Ao seu lado, em dobradas eleitorais, estão importantes candidatos do PCdoB à Assembleia Legislativa mineira, como o já deputado estadual Celinho Sintrocel e os vereadores Edmar Branco (Belo Horizonte), Lívia Macedo (Pouso Alegre) e China (Uberaba).
Nascido em Juiz de Fora, filho de um agente penitenciário e de uma operária têxtil, Wadson foi o primeiro de sua família a ingressar na universidade. Formado em Gestão Pública e Administração, com pós-graduação em Direito Público, o candidato do PCdoB construiu uma trajetória dedicada à educação, à ciência e tecnologia, ao esporte e ao desenvolvimento regional.
Ainda jovem, presidiu a UNE (União Nacional dos Estudantes) e atuou na UJS (União da Juventude Socialista), em defesa dos estudantes, da inclusão, da democracia e dos direitos da juventude. No segundo governo Lula (2007-2010), foi secretário-executivo do Ministério do Esporte , onde coordenou o Programa Segundo Tempo e atuou na preparação da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.
Wadson se candidatou pela primeira vez a deputado federal em 2014 e assumiu o cargo entre 2015 e 2016. No mandato, defendeu mais investimentos em educação, combateu a intolerância e cobrou justiça para as vítimas da tragédia de Mariana.
Nos anos seguintes, foi secretário estadual dos Fóruns de Desenvolvimento Regional e ouvidor-geral de Minas Gerais. À frente dessas funções, fortaleceu os Arranjos Produtivos Locais (APLs), apoiou a agricultura familiar, valorizou o artesanato mineiro e ampliou os canais de escuta da população.
Sua experiência como militante e homem público o credenciou a assumir a presidência do PCdoB-MG, sucedendo Jô Moraes. Wadson também é membro, desde 2001, do Comitê Central do Partido.
Com a terceira eleição de Lula à Presidência da República, Wadson voltou a atuar no governo federal. De 2023 a 2026, ele assessorou a presidência da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. Nessa tarefa, articulou a destinação de R$ 2,5 bilhões em investimentos para universidades, institutos federais e parcerias com o setor produtivo mineiro.
Para Wadson, Minas tem um papel estratégico na reindustrialização do País, marcada por projetos lançados na gestão Lula. Só com o Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o governo federal projeta um montante de R$ 121,4 bilhões direcionados ao estado, sendo R$ 36,7 bilhões em obras exclusivamente dentro do território mineiro e R$ 84,8 bilhões em empreendimentos regionais integrados (como rodovias e linhas de transmissão que atravessam as fronteiras com outros estados).
Entre as bandeiras de Wadson estão, ainda, o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução salarial, a defesa de direitos para trabalhadores de aplicativos, o fortalecimento da Política Nacional Aldir Blanc e da Cultura Viva, a transformação do Cefet-MG em universidade federal tecnológica, a tarifa zero no transporte público e o combate ao feminicídio com tecnologia e expansão das Casas da Mulher Brasileira.



