Servidores do Tesouro Nacional aprovam greve por tempo indeterminado

Começam a ser trocados os nomes nas fachadas de ministérios, em Brasília.

(Foto: Jose Cruz/Agencia Brasil)

Acompanhando a mobilização dos servidores públicos em todo o país que lutam por recomposição salarial e reestruturação de carreiras, os funcionários do Tesouro Nacional decidiram entrar em greve por tempo indeterminado.

A decisão foi tomada em assembleia da categoria na terça-feira (17). Com isso, os servidores do Tesouro se unem aos funcionários do Banco Central e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que também estão em greve.

Os servidores também solicitaram exoneração coletiva de cargos comissionados e, na sexta-feira (13), 80% dos ocupantes dessas funções entregaram seus cargos por meio de ofício encaminhado ao secretário do órgão, Paulo Fontoura Valle.

A decisão sobre a paralisação acontece depois da negativa do governo de atender as reivindicações da categoria de recomposição salarial, reestruturação de carreiras, exigência de nível superior para ingressar nos cargos da carreira e alinhamento remuneratório com carreiras correlatas do Executivo federal.

“A greve é um último recurso, mas neste momento crítico em que o prazo legal para recomposição salarial em ano eleitoral se esgota e em que persiste a sinalização do governo de reajustes discriminando a carreira de Finanças e Controle, os servidores do Tesouro Nacional aprovaram a intensificação da mobilização. Não abrimos mão de defender a nossa carreira e nossas instituições”, afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores e Técnicos Federais de Finanças e Controle (Unacon Sindical), Bráulio Cerqueira.

Falando sobre as reivindicações dos servidores federais, Bolsonaro disse, na terça-feira, como sempre querendo tirar o corpo fora dos problemas que afligem o país e colocando a responsabilidade no colo dos outros, que lamentava “a perda do poder aquisitivo dos servidores públicos por essas questões da política do ‘fica em casa e a economia a gente vê depois’ e também por causa de uma guerra lá fora, mas estamos voltando à normalidade”, disse.

Antes da decisão sobre a greve, os servidores do Tesouro já vinham demonstrando insatisfação e promovendo mobilizações, protestos e diversas paralisações pontuais.