Procuradora denuncia ONG de Trump por má conduta financeira e fraude

Trump, e seus dois filhos mais velhos terão de testemunhar sob juramento (AFP

(divulgação)

A procuradora-geral de Nova Iorque, Letitia James, pediu à Suprema Corte que ordene ao ex-presidente Donald Trump e a seus filhos Donald Trump Jr. e Ivanka Trump para cumprirem as exigências de cooperar com sua investigação sobre a má conduta financeira da Trump Organization.

James afirmou que a investigação “descobriu evidências significativas que sugerem que Donald J. Trump e a Trump Organization avaliaram falsa e fraudulentamente vários ativos e deturparam esses valores para instituições financeiras em benefício econômico próprio”.

A documentação apontou que o império empresarial do ex-presidente usou a abordagem “para obter uma série de benefícios econômicos, incluindo empréstimos, cobertura de seguro e deduções fiscais”.

De inúmeras formas o arcabouço trumpista vem tentando impedir que a Procuradoria obtenha depoimentos de Trump e seus filhos. As autoridades inclusive buscaram um depoimento de Donald Trump no mês passado e até suspenderam sua campanha governamental para se concentrarem nas investigações em andamento, incluindo a do ex-presidente. Outras intimações contra os irmãos Trump só chegaram um mês depois.

Trump respondeu processando a procuradora, acusando-a de abuso de poder para obter vantagens políticas e pedindo sua recusa na investigação. Ela denunciou que a ação legal de escamotear o processo fazia parte de uma tática de paralisação usada pela Trump Organization.

James anteriormente foi fundamental para derrubar seu ex-chefe, o governador Andrew Cuomo, que renunciou ao cargo em agosto passado por acusações de assédio sexual, que o gabinete da Procuradoria Geral ajudou a descobrir e divulgar.