Perpétua: recuo de Bolsonaro com 2 parcelas de auxílio é insuficiente

Foto: Richard Silva/PCdoB na Câmara

A líder do PCdoB, deputada Perpétua Almeida (AC), afirmou que a prorrogação por mais dois meses do auxílio emergencial de R$ 600, anunciada nesta terça-feira, não resolve o problema das famílias mais pobres e dos que perderam empregos durante a pandemia do novo coronavírus.

“A bancada do PCdoB defende que a ajuda emergencial, os R$ 600, vá até o dia 31 de dezembro e que depois este plenário seja capaz de discutir uma renda mínima para os pobres do Brasil”, discursou a deputada.

Ela lembrou que o Brasil, pelo comportamento do presidente, será o último país do mundo a sair deste momento de dificuldades de pandemia. “E tudo indica que as mortes no Brasil ainda vão subir muito”, lamentou.

Recursos

Pressionado pelo Congresso Nacional, Bolsonaro anunciou nesta terça-feira (30) que vai estender o auxílio emergencial em duas parcelas de R$ 600. O governo propôs primeiro pagar três parcelas de R$ 300 e, depois, mudou a proposta para o escalonamento decrescente com três: de R$ 500, R$ 400 e R$ 300. Mas a ideia não encontrou respaldo no parlamento.

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), lembrou que o Congresso autorizou o executivo a fazer isso por meio de decreto. Segundo ele, é bom que o governo aproveite os 60 dias para discutir medidas mais concretas de ajuda à população, sob pena de ter que prorrogar mais uma vez o benefício.

A MP que abre crédito de R$ 101 bi para prorrogação do auxílio emergencial por mais duas parcelas de R$ 600 foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (01).