PCdoB-SP: Solidariedade, substantivo comunista

Imagem: reprodução PCdoB-SP

Diante da crise sanitária que temos vivido e das dificuldades impostas por um Governo Federal que não se ocupa em propor e executar medidas que amenizem os impactos da crise sobre a população mais vulnerável, movimentos sociais e militantes do PCdoB se organizam em ações de solidariedade e auxilio àqueles que mais necessitam de apoio. Segue um relato organizado pelo PCdoB em São Paulo sobre as numerosas ações que tem sido desenvolvidas na capital e em cidades do interior e litoral paulistas.

Segundo Antônio Pedro de Sousa (Tonhão), secretário municipal de movimentos sociais do PCdoB na cidade de São Paulo, a  Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo (Facesp) e os Movimentos Unidos pela Habitação (Muhab) já distribuíram cerca de 10 mil cestas básicas, 10 mil sabonetes e 200 kits de higiene e limpeza. As entidades também estiveram na luta pelo acesso à água, ajudando dezenas de pessoas que, em meio à pandemia, estavam alijadas desse direito básico. O Movimento pelo Direito à Moradia (MDM) também distribuiu cerca de 600 cestas básicas, por todas as regiões da cidade de São Paulo.

“Felizmente a articulação entre a Prefeitura, Cruz Vermelha e doadores tem funcionado bem, dando autonomia as entidades para decidir sobre os locais e a distribuição dos alimentos. Também estamos recebendo doações de pessoas físicas, feiras e sindicatos. Durante as entregas estamos tendo a parceria com as Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs), que fazem a conscientização das famílias e entregam máscaras e sabonetes. Nesses momentos entregamos panfletos e cartilhas informativas que orientam quanto a importância do isolamento social e cuidados de segurança e higiene pessoal”, explicou Tonhão.

A União Brasileira de Mulheres (UBM) junto à Confederação de Mulheres do Brasil (CMB) e a Central das Trabalhadoras e Trabalhadores do Brasil (CTB), na capital de São Paulo, têm realizado diversas ações, entre elas a campanha “Isolamento sem Fome”, que arrecada recursos e contribuições com o intuito de auxiliar famílias vulneráveis nesse momento difícil.

“Já foram atendidas 1900 famílias na cidade”, informou Cláudia Rodrigues (Claudinha),  Presidente Municipal da UBM. Cláudia, acostumada a lidar com as mazelas da pobreza em São Paulo, diz que a pandemia agravou o drama das famílias que vivem em favelas e outros aglomerados.

“As pessoas já não tinham emprego e muitas não tinham sequer algum tipo de renda esporádica, agora falta até a merenda das crianças, que em muitos casos era a principal – ou única – refeição do dia. Praticamente impossível cumprir quarentena quando falta o básico nessas habitações precárias, como água encanada e rede de esgoto. Falta inclusive ventilação porque nos cômodos minúsculos se amontoam muitos moradores e às vezes não há janelas. Em um momento de tragédia humanitária, os movimentos organizados da sociedade não podem se omitir, porque a pessoa que não consegue emprego, renda e comida, necessita de amparo imediato, não pode esperar a ação de um governo que não assume suas responsabilidades desde antes da chegada da epidemia”.

Outra ação da UBM, esta em São Vicente, é a fabricação e distribuição de máscaras, que já atenderam a 600 pessoas.  Em Santos, em parceria com a CMB e o SESI, a UBM têm distribuído diariamente 300 marmitas. E em Santo André, alimentos. Ações têm sido realizadas também em Guarulhos e Campinas, com o intuito de prestar solidariedade e também conscientizar a população.

A União de Negras e Negros Pela Igualdade (UNEGRO), realiza distribuição de cestas básicas, kit higiênicos e máscaras protetoras também por todo estado de São Paulo, em cidades como Barueri, Campinas, Guarujá, Santo André e principalmente na Capital do Estado, onde centenas de famílias já foram atendidas.

“As ações realizadas na capital e em todo estado de São Paulo pela UNEGRO, já beneficiaram centenas de pessoas. É tempo de ser radicalmente solidário e generoso com nosso povo sofrido. Nós sabemos que a população mais vulnerável nessa pandemia é a população negra, que é vítima da crise sanitária, do desemprego e do sub emprego alarmante. Nestas ações, estamos resgatando nossa aproximação com o povo, que vem de encontro com a nossa necessidade de mergulhar nas periferias e favelas. Estamos intensificando as ações e seguimos em luta em defesa de nossas vidas e nossos direitos, ninguém ficará para trás!” opinou Rosa Anacleto, presidente estadual da UNEGRO em SP.

A UNALGBT também tem se organizado em apoio à população na região da baixada santista e campinas.

Jovens e estudantes também estão atuando por quem mais precisa. A UJS se organiza e encampa diversas lutas e arrecadação de recursos para auxiliar as entidades e organizações na periferia de São Paulo. A União Paulista de Estudantes Secundaristas e a União Estadual dos Estudantes busca alternativas para minimizar os impactos aos estudantes e garantir sua permanência, especialmente aos PROUNISTAS e estudantes pelo FIES.

Também há os militantes do PCdoB com ações espontâneas, como Camilla Lima, na zona Sul de São Paulo, junto às entidades locais, tem arrecadado e distribuído cestas básicas e kits de higiene diariamente.

“A desigualdade social sempre foi uma realidade na periferia e com a pandemia e o isolamento social essa situação fica ainda mais grave. Sabendo dessa realidade, buscamos organizar uma campanha de doações de alimentos na Vila Fundão. Nos organizamos como lideranças do bairro e com o Instituto Vila Fundão, começamos a fazer cadastros das famílias em vulnerabilidade, hoje estamos conseguindo atender 300 famílias com doação de cestas básicas, kit de higiene, álcool higienizador e máscaras. Estamos com uma vaquinha on-line na plataforma da Benfeitoria, com o valor arrecadado vamos ampliar esse número de famílias e bairros vizinhos. Nosso trabalho está sendo beneficiar as famílias com alimentos e outros itens necessários e também conscientizá-las sobre os cuidados que precisamos tomar neste momento” concluiu Camilla.

“A pandemia segue ampliando seu contágio e vitimando especialmente a população nas grandes periferias do estado. Precisamos lutar para garantir o distanciamento com medidas governamentais de auxílio, defender o SUS, a ciência e denunciar a politica da morte do governo Bolsonaro. É igualmente importante e necessário que o conjunto de militantes e dirigentes do partido de engajem em intensificar e contribuir para o êxito dessas ações de solidariedade” afirmou o presidente estadual do PCdoB SP, Rovilson Britto.

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