PCdoB-PA: A terra da morte anunciada

Reprodução da Capa do livro Rio Maria, com Carlos Cabral na imagem. Carlos Cabral é o terceiro presidente de sindicato de Rio Maria morto desde os anos 1980.

João Roberto Ripper/Imagens da Terra

11 de junho de 2019, exatamente a 32 anos do assassinato do Advogado de Posseiros e dirigente comunista Paulo Fonteles, o latifúndio mata, pelas mãos de aluguel, o sindicalista Carlos Cabral Pereira, presidente do STTR de Rio Maria e diretor da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB, riscando mais um nome da lista dos marcados para morrer.

Trabalhador rural, Carlos Cabral, desde cedo foi um lutador incansável em defesa da Reforma Agrária, pelo direito do lavrador brasileiro ter sua terra e crédito para produzir riquezas e alimentar sua família e o país. Homem destemido e desbravador enfrentou inúmeras tentativas de lhe ceifar a vida como o atentado em março de 1991, um mês após a morte de Expedito Ribeiro, presidente do STTR de Rio Maria, em 2 de fevereiro.

Mais uma vez Rio Maria “A Terra da Morte Anunciada” é palco da violência dos donos do poder contra os trabalhadores e suas lideranças como o presidente do STTR de Rio Maria João Canuto de Oliveira. Sintomaticamente em uma data simbólica sinalizando que continua a liquidação de brasileiros que ousam lutar por direitos, agora com o beneplácito do presidente da República do Brasil.

O Partido Comunista do Brasil, no Estado do Pará, repudia e denuncia mais esse ataque das forças reacionárias, que se instalaram no poder, ceifando a vida de Carlos Cabral. Ao mesmo tempo, cobra do Governo do Estado a rápida prisão dos mandantes e executores, e que a Justiça seja feita o mais rápido possível.

Pela Reforma Agrária!
Pelo Estado Democrático de Direito!
Contra a Reforma da Previdência!
Carlos Cabral presente!

Comitê Estadual do PCdoB no Pará