Pazuello zomba da pressa: "Vacinação começará no dia D e na hora H"

Foto: Carolina Antunes/PR

Mais uma vez o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, não confirmou uma data para o início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil. Em coletiva de imprensa em Manaus (AM), cidade que vive situação dramática com a segunda onda da pandemia, o ministro disse que a imunização dos brasileiros começará “no dia D e na hora H”.

“A vacina começará no dia D na hora H no Brasil. No primeiro dia que chegar a vacina ou a autorização for feita, a partir de terceiro ou quarto dia já estará nos Estados e municípios para iniciar a vacinação. A prioridade já está dada, é o Brasil todo. Vamos fazer como exemplo para o mundo. Os grupos prioritários já estão distribuídos. Os números já estão distribuídos pelas 3 hipóteses: 2 milhões, 6 milhões ou 8 milhões agora para janeiro. Sabe o que vai acontecer se forem 8 milhões? Nós vamos ser o país que mais vai vacinar no mundo, e quero ver o que vão dizer”, afirmou.

Mesmo ciente da pandemia e do esforço internacional pelo desenvolvimento de vacinas, o governo Bolsonaro não negociou os imunizantes em quantidade necessária e hoje se vê com pouquíssimas alternativas para vacinar.

Em 2020, o Ministério da Saúde chegou a ignorar três ofertas da Pfizer, cuja vacina tem taxa de eficácia de 95% e que se propôs a entregar 70 milhões de doses ao Brasil a partir de dezembro.

Atualmente, as únicas vacinas que aguardam autorização da Anvisa são a CoronaVac, testada pelo Instituto Butantan em parceria com a Sinovac, e a vacina do acordo entre a Fiocruz e a parceria britânica Oxford/AstraZeneca.

O estado de São Paulo já preparou um calendário de vacinação para quando sair a autorização da CoronaVac, a partir de 25 de janeiro.