Renato em Visita ao Vietnã

A morte de Renato Rabelo, ex-presidente do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), aos 83 anos, no domingo (15), repercutiu no cenário internacional, especialmente entre partidos comunistas e governos alinhados ao campo progressista. Renato foi presidente nacional do PCdoB de 2001 a 2015.

As manifestações convergem na ênfase ao perfil internacionalista de Renato Rabelo. Sua atuação ultrapassou o cenário nacional, consolidando relações políticas com partidos comunistas e forças progressistas da América Latina, Caribe e Ásia.

A Embaixada de Cuba no Brasil transmitiu “as mais sinceras condolências” ao PCdoB pela “dolorosa perda do camarada Renato Rabelo”, classificando-o como “um dos seus quadros mais brilhantes” e exaltando seu “imenso legado de militância revolucionária”. “Glória eterna!”, concluiu a nota.

O dirigente cubano Emilio Lozada García também manifestou “profunda dor” pela morte do ex-presidente do PCdoB, enviando condolências à família e aos camaradas do Partido.

O Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) afirmou que Renato contribuiu “de maneira contundente para a construção da luta popular e revolucionária no Brasil” e destacou a vigência de seu legado na luta “anti-imperialista” e internacionalista.

Solidariedade da América do Sul

O Partido Comunista do Uruguai enviou mensagem ao Comitê Central do PCdoB, ressaltando que a vida de Renato foi “uma mostra fiel de seu compromisso revolucionário” com o povo brasileiro, a democracia e o socialismo.

A nota destacou sua contribuição para a unidade da esquerda e para as vitórias eleitorais que levaram aos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, além de seu papel teórico na Fundação Maurício Grabois.

O Partido Comunista do Chile, por meio de seu Regional Exterior, também expressou “profundo pesar”, definindo Renato como “referente ineludível na luta do povo brasileiro por soberania, democracia e justiça social”.

Reconhecimento da Ásia

O Partido Comunista da India (Marxista) (CPI-M) afirmou, em nota oficial de seu Comitê Central, que Renato foi “um marxista comprometido” e um dos “arquitetos da Frente Brasil Popular”, aliança que reuniu PT, PSB e PCdoB na candidatura presidencial.

O partido indiano ressaltou ainda sua condição de “distinto teórico e organizador”, com contribuição relevante ao movimento comunista internacional, e declarou que “a única forma de levar adiante seu legado é fortalecer a luta por uma sociedade socialista”.

A Embaixada do Vietnã no Brasil, por meio do embaixador Bui Van Nghi, enviou condolências à família — Conceição Leiro Vilan, André e Nina — e à direção do PCdoB, manifestando “a mais sincera solidariedade” diante da perda.

Também da Ásia, o diretor da Agência de Notícias Xinhua, Chen, afirmou que Renato foi “um grande líder do movimento marxista” e “amigo da China”.

Legado internacionalista

Ao longo de mais de seis décadas de militância, Renato construiu pontes entre o PCdoB e organizações estrangeiras, fortalecendo redes de solidariedade política e cooperação ideológica.

Nas mensagens enviadas ao partido e à família, repetem-se termos como “companheiro”, “internacionalismo”, “marxismo-leninismo” e “luta popular”. O conjunto das homenagens projeta sua trajetória para além das fronteiras brasileiras, situando-o como um dos quadros de referência do movimento comunista internacional nas últimas décadas.