Luciana Santos: valorizar salário mínimo reduz desigualdades

Redução do mínimo é mais um ataque contra os mais vulneráveis, diz Luciana. Foto: reprodução

Luciana Santos. Foto: Reprodução

A presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos criticou em suas redes sociais nesta terça-feira (1ª/9) a proposta enviada ao Congresso por parte do governo Bolsonaro que faz um pequeno reajuste no valor do salário mínimo para o próximo ano. “Bolsonaro nega aumento real do salário mínimo pelo segundo ano e, mais uma vez, penaliza os trabalhadores. Se não bastasse o desemprego em alta e a informalidade galopante, o presidente também quer menos renda para aqueles que conseguem uma vaga”, destacou Luciana.

Bolsonaro e sua equipe deixam o valor do salário mínimo sem aumento real pelo segundo ano consecutivo. Os R$ 22 de diferença entre o atual e o próximo salário mínimo correspondem à reposição da inflação projetada para este ano, de acordo com o INPC de 2,09%.

Além disso, a nova proposta é R$ 12 menor do que a apresentada em abril, pelo próprio Executivo, no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias.  “Em meio a uma pandemia, num momento em que a pobreza aumentou e o acesso a políticas públicas está dificultado, a redução do mínimo é mais um ataque contra os mais vulneráveis”, disse Luciana.

A dirigente comunista lembrou ainda que de acordo com o IBGE, no trimestre encerrado em setembro do ano passado, eram 27,3 milhões recebendo até um salário, ou um terço do total de trabalhadores do país. “Valorizar o [salário] mínimo significa reduzir desigualdades”, frisou.

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Por Priscila Lobregatte