Para China, a revolta social expõe o “crônico racismo dos EUA”

Foto: O porta-voz do Ministério do Exterior da China, Zhao Lijan

 O recente assassinato de um cidadão negro, asfixiado após imobilizado por um policial branco, revela a “doença crônica do racismo” nos Estados Unidos, afirmou o governo chinês.

As imensas mobilizações que, mesmo em tempos de pandemia, estão varrendo o país devido a morte, em Minneapollis, de George Floyd, um norte-americano negro de 46 anos, alertou o porta-voz do ministério de Relações Exteriores chinês, Zhao Liijan, refletem o repúdio popular ao abominável preconceito. Para a China, assinalou, este é mais um claro sinal da “gravidade do problema do racismo e da violência policial nos Estados Unidos”.

Zhao fez uma comparação entre a violência estadunidense e a que ocorreu no ano passado na região semiautônoma chinesa de Hong Kong, em reação à influência de Pequim na ex-colônia britânica: “é um exemplo clássico de seus duplos padrões mundialmente famosos”. “Por que os Estados Unidos tratam como heróis os partidários da violência e da suposta independência de Hong Kong, ao mesmo tempo que chamam de ‘agitadores’ aqueles que protestam contra o racismo?”, questionou.

Destacando seu compromisso com a cooperação bilateral, Zao reiterou que seu país continuará resguardando seus interesses, sua segurança e seu desenvolvimento e que as ações anunciadas por Trump contra estudantes e companhias chinesas, além da decisão de revogar o tratado especial de Hong Kong, que já não seria “suficientemente autônomo”, “são uma ingerência flagrante em assuntos internos da República Popular da China e prejudicam as relações sino-estadunidenses”. “As ingerências flagrantes dos EUA neste assunto contradizem o direito internacional e as regras básicas de relações internacionais. Estão condenadas ao fracasso”, concluiu.