Orlando se solidariza com Felipe Neto, alvo de fake news

Foto: Cleia Viana

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) afirmou que também foi “vítima dessa indústria criminosa de disseminação de ódio”, ao responder uma publicação do youtuber Felipe Neto que mostrava fake news produzidas contra ele.

Felipe Neto publicou em seu Twitter uma imagem produzida contra ele, na qual supostamente o youtuber faz apologia à pedofilia, e outra que mostra os comentários das pessoas que acreditaram na notícia fake.

“Esse tipo de mentira leva a assassinatos (literalmente). Vcs acham q eles se importam?”, comentou Felipe Neto.

Orlando Silva lembrou quando tramitou o Projeto de Lei 3.369/2015 e o “gabinete do ódio” bolsonarista espalhou a fake news de que a intenção do deputado era legalizar o incesto, a poligamia e a pedofilia no país.

“Fui vítima dessa indústria criminosa de disseminação de ódio por causa de um projeto que estabelecia a família com base no amor e não no que as seitas conservadoras dizem. As baixarias que me dirigiram são nojentas. Isso tem que parar!”, disse Orlando.

Está tramitando na Câmara dos Deputados o PL 2.630/20, já aprovado no Senado, conhecido como PL de combate às fake news. O projeto prevê que perfis suspeitos de disseminar fake news deverão ser identificados pela plataforma (rede social) e altera as regras de funcionamento das redes sociais, como o de encaminhamento de mensagens em massa ou através de grupos de Whatsapp.

A plataforma deverá ter um registro das mensagens encaminhadas mais de cinco vezes, o que configuraria a viralização do conteúdo, e esse registro poderá ser acessado mediante ordem judicial, quando já atingiu mil ou mais pessoas.

Orlando Silva considera que o PL é um avanço no combate às fake news, mas falha ao não tipificar criminalmente o financiamento e a produção organizada de fake news.

“A falha está em não prever a tipificação penal dessa conduta. Precisamos combater as organizações criminosas formadas para difundir a desinformação. É preciso mirar em quem financia, porque há a prática do crime e há o financiamento do crime”, afirmou o deputado.

Orlando Silva é secretário de Participação, Interação e Mídias Digitais da Câmara e pré-candidato a prefeito de São Paulo.