Orlando aponta omissão criminosa e sabotagem de Bolsonaro na pandemia

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) comentou, em suas redes sociais nesta sexta-feira (23), as novas investidas de Bolsonaro e sua equipe em favor de medicamentos inócuos no combate à Covid-19 e a desastrosa condução do enfrentamento à pandemia por parte do presidente e sua equipe.

Sobre a notícia de que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, paneja lançar um protocolo com orientações para o uso da cloroquina e ivermectina — substâncias que não apresentam efetividade cientificamente atestada contra o coronavírus —, Orlando Silvia destacou: “Absurdo! Depois de comprovada a ineficácia da cloroquina no combate à Covid, depois de rejeitada por sociedades científicas e OMS, ainda assim o Ministério da Saúde criará um protocolo para sua utilização. Não é a medicina de Hipócrates, é da medicina do hipócrita Bolsonaro”.

Em outra postagem, Orlando falou sobre a entrevista à revista Veja do ex-secretário de Comunicação da Presidência da República, Fábio Wajngarten, na qual declarou ter havido incompetência por parte do Ministério da Saúde no combate à pandemia. A entrevista, disse Orlando, “é a admissão pública de culpa do governo pelo caos que gerou quase 400 mil mortos pela Covid. É também a prova cabal da canalhice e covardia de Bolsonaro: [Eduardo] Pazuello será o boi de piranha, talvez seja preso, para livrar a barra do genocida”.

O parlamentar reafirmou sua posição, salientando: “A Operação Pazuello ao Mar — ou à prisão — é uma das peças de mais trairagem e vigarice da política brasileira. Houve incompetência? Muita! Aliás, todo o governo é um poço de incompetência. Mas houve, sobretudo, omissão criminosa e sabotagem por ordem de Bolsonaro, o genocida!”.

Por Priscila Lobregatte