Nota: "PEC de Bolsonaro é tardia e insuficiente para enfrentar crise"

Foto: Roberto Parizotti/Fotos Públicas

Os presidentes do PT, PCdoB, PSB, Psol, PV, Rede e Solidariedade divulgaram nota, nesta sexta-feira (24), em que criticam as medidas anunciadas pelo governo Bolsonaro através da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que está sendo negociada com o Congresso Nacional.
Os partidos consideram as medidas anunciadas por Bolsonaro “tardias e insuficientes” para enfrentar a gravíssima crise social que o próprio governo provocou. “O povo brasileiro sabe que Bolsonaro é o responsável pela crise econômica, o desemprego, a inflação, o aumento do custo de vida e a volta da fome e da miséria ao nosso país”, diz a nota.
“Se temos hoje 33 milhões de brasileiros e brasileiras passando fome, na imensa maioria crianças, a culpa é de um governo que só despertou para a crise a 100 dias das eleições em que será julgado pelo povo”.
O compromisso de Bolsonaro “é com os muitos ricos, especuladores e financistas, que se enriquecem às custas do sofrimento de um povo trabalhador, explorado por um modelo econômico que não oferece esperança nem dignidade” , completa a nota.
Confira a íntegra a nota dos partidos:
PEC de Bolsonaro é tardia e insuficiente para enfrentar a crise que ele criou

As medidas anunciadas por Jair Bolsonaro em Proposta de Emenda à Constituição são tardias e insuficientes para enfrentar a gravíssima crise social que seu desgoverno aprofundou. O povo brasileiro sabe que Bolsonaro é o responsável pela crise econômica, o desemprego, a inflação, o aumento do custo de vida e a volta da fome e da miséria ao nosso país.

Com o envio dessa PEC ao Congresso, Bolsonaro volta a fugir de suas responsabilidades e transferi-las para outros, assim como ocorreu na pandemia da COVID-19, que ceifou a vida de quase 700 mil pessoas. Todos se recordam que coube ao Congresso Nacional e ao Poder Judiciário tomar as medidas necessárias para proteger a população, porque o presidente da República nada fazia, ou fazia errado, como demonstrou a CPI da Pandemia.

Se temos hoje 33 milhões de brasileiros e brasileiras passando fome, na imensa maioria crianças, a culpa é de um governo que só despertou para a crise a 100 dias das eleições em que será julgado pelo povo.

Imaginar que um aumento no valor do Auxílio Brasil, do vale gás e um vale caminhoneiro a 100 dias da eleição vão comprar a consciência e o voto da população não é apenas oportunismo eleitoral: é preconceito e desrespeito à inteligência do povo brasileiro.

Desde a instituição do Bolsa Família, no governo Lula, em 2003, o Estado passou a cumprir a obrigação constitucional de garantir renda à população mais necessitada. Ao longo desses quase 20 anos, o povo brasileiro compreendeu que este é um direito de cidadania e não um favor do governo, qualquer que seja.

As pessoas sabem o que Bolsonaro deixou de fazer por elas e não fez no tempo certo. Não vão se iludir com medidas que vêm tarde demais para corrigir três anos e meio de sofrimento.

A realidade é que o compromisso do atual Presidente da República é com os muitos ricos, especuladores e financistas, que se enriquecem às custas do sofrimento de um povo trabalhador, explorado por um modelo econômico que não oferece esperança nem dignidade.

O Brasil espera de todos nós compromisso, e não irresponsabilidade. Espera solidariedade nas dificuldades. Planejamento em vez de atropelo. O Brasil espera mais de nós. O Brasil não pode continuar sendo governado por gente egoísta, desumana e medíocre.

PT – Gleisi Hoffmann
PCdoB – Luciana Santos
PSB – Carlos Siqueira
Psol – Juliano Medeiros
Solidariedade – Paulo Pereira da Silva
PV – José Luiz Penna
Rede – Wesley Diogenes