Nádia orienta militância a se manter mobilizada por Lula e buscar reverter abstenções
A presidenta interina do PCdoB, Nádia Campeão, divulgou, nesta quarta-feira (14), novo vídeo com orientações para as militância comunista neste segundo turno das eleições presidenciais.
Ela chamou atenção para a importância de se buscar pessoas que se abstiveram na primeira votação; falou sobre a ampla mobilização que tem tomado as ruas do País pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e criticou o oportunismo de Flávio Bolsonaro (PL) quanto ao fim da escala 6×1.
Nádia destacou que a coordenação nacional da campanha de Lula e o PCdoB avaliam que a campanha de Lula “vai muito bem, com muita energia e avançando”.
Citando o exemplo desta terça-feira (13) — quando estudantes mobilizaram mais uma grande manifestação em Brasília —, a dirigente destacou o impacto positivo desses atos para ampliar e fortalecer a adesão a Lula. “A mensagem que os estudantes estão passando para todo o País é a de que é possível vencer e que vamos buscar essa vitória para defender o Brasil, defender a nossa soberania, a nossa democracia e os direitos do nosso povo”.
Nádia salientou ser preciso “manter essa energia lá em cima”, nas ruas e nas redes, e principalmente “procurar aqueles e aquelas que não foram votar, as abstenções, que foram muitas — aqui está a chave da nossa vitória”. Para tanto, reforçou ser preciso que cada um converse com familiares, amigos, vizinhos e estimule, em especial, as pessoas idosas.
Outro ponto destacado pela presidenta é a luta pelo fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho, que está em pauta nesta quarta-feira (14) no Senado. “Precisamos desmascarar essa posição oportunista do Flávio Bolsonaro”, enfatizou Nádia.
O senador sempre foi contra a proposta, mas disse, na véspera da apreciação em plenário, que votaria a favor. No entanto, poucas horas depois, foi noticiado que Flávio já sinalizou ao seu entorno que pretende, se eleito, desmontar a proposta e acabar com outros direitos da classe trabalhadora — uma de suas principais bandeiras é a negociação da jornada entre patrão em empregados, algo altamente prejudicial para os trabalhadores.
Nádia também destacou a importância de mostrar que Flávio quer entregar as riquezas e a soberania nacionais para os Estados Unidos, o que traria mais desigualdade e pobreza para o povo e dependência para o Brasil.



