Manuela sobre Alvim: “ferida cauterizada, mas a doença continua lá”

Manuela d'Ávila sublinha que exoneração de secretário não elimina pensamento no Governo

Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

A ex-parlamentar Manuela d’Ávila voltou as redes sociais para comentar a exoneração de Roberto Alvim, que ocupava a secretaria de Cultura do governo Bolsonaro. Em vídeo divulgado nesta quinta-feira (17) pelas redes sociais da Secretaria, Alvim copiou trecho e formato de discurso do ministro da Propaganda de Hitler, Joseph Goebbels, para comentar o lançamento do Prêmio Nacional das Artes.

Na opinião de Manuela, “o que vimos com Alvim é só a dimensão mais visível de um fenômeno profundo” que, na opinião da parlamentar, “estava nascendo” quando o atual presidente da República homenageou o torturador da ex-presidenta Dilma Rousseff ao votar pelo impeachment dela na Câmara.

“A ferida exposta por Alvim foi cauterizada em função do escândalo, mas a doença continua lá, infestando o Planalto Central do país. Um governo de neocolonial, que organiza o saque de nossas riquezas, a xepa de tudo que construímos, assentado em uma ideologia típica do colonialismo: racismo, machismo, estado de exceção, violência contra os mais pobres”, analisou.

Por isso, escreveu a ex-deputada, “Alvim caiu. Mas não soltemos rojões. O pensamento que ele defendeu publicamente segue rondando o governo.”