Manuela recorrerá à Justiça contra adulteração de seus dados no SUS

Foto: reprodução/redes sociais

A jornalista e ex-deputada do PCdoB, Manuela d’Ávila, declarou, ao Portal do PCdoB, nesta terça-feira (20), que recorrerá à Justiça com relação à adulteração do seu cadastro no sistema do SUS. Manuela havia denunciado, por meio de suas redes sociais, que ao ser vacinada, descobriu que constava como falecida em 14 de outubro de 2018 — data posterior ao segundo turno das eleições, quando foi candidata a vice-presidenta na chapa com Fernando Haddad (PT).

“Ingressarei com ação judicial para que seja corrigida a minha inscrição no SUS. Além disso, espero que seja responsabilizada a pessoa que praticou o crime de adulteração. Para tanto, estamos estudando medidas cabíveis”, disse Manuela.

Em mensagens postadas nas redes sociais nesta segunda-feira (19) e terça-feira (20), Manuela relatou: “No dia em que fui me vacinar, fiquei algumas horas na fila, emocionada. Quando foram preencher meu cadastro, não encontraram meus dados. Imaginei que podia ser algo relacionado à legislação sobre figuras politicamente expostas. Fizeram registro manual e disseram que ia demorar mais tempo para constar no Conectasus. Depois me lembrei do ataque hacker em que haviam mudado meu nome e de meu pai”.

Manuela também explicou que, no ano passado, seu cadastro junto ao Ministério da Saúde havia sido alterado. “Meu nome social e o do meu pai foram alterados. Deve ter sido por isso que quando fui vacinar não me acharam no sistema”. E questionou: “Não é estranho que os problemas só ocorreram com pessoas de esquerda?”.

Em reação ao ataque virtual, Manuela declarou: “Eles me mataram depois do primeiro turno da eleição de 2018. Mas, tenho uma notícia para dar: estou vivinha da silva e na luta apesar das ameaças permanentes que fazem. Vamos ver o Brasil feliz novamente”.

Há anos, Manuela é alvo de fake news, ataques e ameaças, especialmente via redes sociais, que pioram em períodos eleitorais. Mais recentemente, criminosos foram além e ameaçaram também sua filha, de apenas cinco anos. O episódio levou à formação de uma rede de apoio e solidariedade a Manuela e sua família. O caso foi denunciado pela jornalista à polícia, que investiga as ameaças.

Por Priscila Lobregatte