Luciana Santos: Precisamos de mais juventude nas câmaras de vereadores
Data: 06/03/2020
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A presidenta nacional do PCdoB, Luciana Santos, conclamou as jovens lideranças comunistas a se candidatarem nas eleições 2020. “Precisamos de mais juventude nas câmaras de vereadores, no País afora, para fazer a disputa de ideias na base da sociedade. Historicamente, a juventude nunca negou fogo”, afirmou Luciana, nesta sexta-feira (6), na abertura do 5º Encontro Nacional Partido e Juventude, em São Paulo.
De acordo com André Tokarski, secretário de Juventude do PCdoB, ao menos 20 militantes da UJS (União da Juventude Socialista) e da JPL (Juventude Pátria Livre) já são pré-candidatos pelo Partido. É o caso da presidenta nacional da UJS e ex-presidenta da UNE, Carina Vitral, que concorrerá a vereadora em São Paulo. No Encontro, Carina saudou “a união de duas juventudes – a UJS e a JPL – que têm o DNA de luta pela democracia no Brasil”.
A ênfase na democracia também permeou o discurso de Luciana. Segundo ela, as eleições, embora municipais, terão “forte componente nacional”, sobressaindo como um teste para o presidente Jair Bolsonaro e o núcleo governista. A disputa eleitoral deve ser, assim, um dos eixos da dinâmica política de 2020. Na opinião da dirigente, “é preciso pôr a agenda democrática à frente de todas as outras”.
“Pela primeira vez, o Brasil viveu a ascensão de forças de extrema-direita, com um presidente de perfil fascistoide. Só que o bolsonarismo – este fenômeno recente, de pouco menos de dois anos – é forte, mas tem pé de barro”, disse Luciana. “Derrotar Bolsonaro e o fascismo é nosso objetivo central. Para isso, em vez de nos isolarmos, temos de isolar o bolsonarismo e incentivar as fissuras do lado de lá”, agregou.
A construção de alternativas deve levar em conta que “existe um Brasil para além de Bolsonaro”. Nesse sentido, Luciana destaca a agenda de lutas dos movimentos estudantil, sindical e social para o mês de março. No domingo (8), manifestações por todo o Brasil vão celebrar o Dia Internacional da Mulher.
Dez dias depois, em 18 de março, haverá atos em defesa da democracia, da educação, do emprego e dos serviços públicos. “São duas datas que prometem esquentar as vozes das ruas contra o bolsonarismo. Vamos fazer a reação à altura do que o momento exige”, diz a presidenta do PCdoB.
Ela também lembrou que, em 30 de março, o governador Flávio Dino (PCdoB-MA) será o anfitrião, em São Luís, da próxima reunião do movimento Direitos Já! Fórum da Democracia. O grupo, composto por 14 partidos, é um exemplo bem-sucedido de frente ampla pela qual os comunistas têm lutado.
Ao comentar a economia brasileira – “calcanhar-de-Aquiles de Bolsonaro” –, Luciana declarou que os jovens são os mais prejudicados com a crise. “O PIB cresce só 1,1%, o real se desvaloriza e o emprego não decola. Temos fechado dez fábricas por dia e vamos deixar de ser uma das dez maiores economias industrias do mundo”. Daí resulta, por exemplo, o altíssimo índice de desemprego (26,6%) entre jovens de 18 a 24 anos. Um terço dos desempregados no Brasil é jovem.
Contra a lógica liberal
Ao lado das batalhas político-eleitorais, a dirigente do PCdoB defende que os jovens travem a luta ideológica. “Tem avançado um tipo pensamento que quer justificar a exclusão da juventude pela lógica liberal – uma visão parcial e fragmentada”. Contra essa ótica individualista e falsamente “meritocrática”, cabe à esquerda e aos movimentos investir na conscientização.
“Precisamos politizar, fazer as pessoas entenderem o papel que elas têm na história. Este é o sentido do Partido Comunista do Brasil e das organizações juvenis”, afirma Luciana. “Para cumprir esse papel de vanguarda, os jovens necessitam cultivar o conhecimento, dominar a realidade, compreender os fenômenos com base numa visão de conjunto. A juventude será protagonista de uma era de mudanças profundas.”
Promovido pela Secretaria de Juventude do PCdoB, o Encontro Nacional Partido e Juventude se encerra neste sábado (7), na Casa do Professor, região central de São Paulo. Participam dos debates cerca de 80 lideranças, de 16 estados – entre dirigentes do partido, da UJS e da JPL. Os presidentes da UNE, Iago Montalvão, e da Ubes, Pedro Gorki, marcam presença. É o primeiro encontro da juventude comunista desde a incorporação do PPL ao PCdoB, efetivada no ano passado.
De São Paulo,
André Cintra
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