A presidenta nacional do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, repudiou, nesta quinta-feira (31), a posição do governo e das Forças Armadas sobre o golpe e a ditadura de 1964.

“Como é possível instituições de Estado celebrarem a implantação de um regime de exceção que fechou o Congresso, perseguiu oponentes, censurou e desapareceu com tantos brasileiros?”, declarou Luciana pelas redes sociais.

A dirigente comunista também destacou que “o povo brasileiro espera das Forças Armadas profissionalismo e respeito à Constituição, às instituições e à democracia. Temos memória! Ditadura nunca mais”.

Nesta quarta-feira (30), o Ministério da Defesa e as Forças Armadas emitiram nota, como ordem do dia, em que chamam o golpe de “Movimento de 31 de março de 1964” e o classificam como “um marco histórico da evolução política brasileira, pois refletiu os anseios e as aspirações da população da época”.

Em uma clara distorção da realidade factual, a nota diz ainda que as instituições teriam se fortalecido após o golpe e as Forças Armadas seguiram “observando, estritamente, o regramento constitucional, na defesa da nação e no serviço ao seu verdadeiro soberano – o povo brasileiro”. A nota é assinada pelo ministro Braga Netto e pelos comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica.

Durante cerimônia nesta quinta-feira (31), o presidente Jair Bolsonaro disse ainda que o Brasil seria uma “republiqueta” se não fossem as obras do “governo militar”.

 

 

 

Por Priscila Lobregatte

Com agências