Luciana Santos: Brizola foi grande brasileiro que amou o país

Foto: arquivo PDT

A presidenta nacional do PCdoB e vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos, homenageou o centenário de nascimento do histórico dirigente político nacionalista Leonel Brizola, comemorado no sábado (22). Ela destacou Brizola como exemplo de grande brasileiro que amou o país.

“Nesses tempos tão sombrios e de necessidade de retomada dos rumos do desenvolvimento, é bom lembrar que é na boa política que estão as saídas. E que na história há figuras que nos marcaram como exemplo de grandes e bons brasileiros, que pensavam e amavam nosso país. Viva o nacionalista Leonel Brizola!”, escreveu Luciana nas redes sociais.

Nascido em 22 de janeiro de 1922 na cidade gaúcha de Cruzinha (hoje Carazinho), Leonel Brizola foi um dos mais destacados líderes políticos da história do país. Filiou-se ao PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) em 1945. Após ser deputado estadual e federal, se elegeu prefeito de Porto Alegre em 1956 e em 1958, foi eleito governador do Rio Grande do Sul.

Como gestor, se notabilizou por por importantes avanços na educação. Além disso, no Piratini, nacionalizou a companhia de energia Bond & Share, criando a Companhia de Estadual de Energia Elétrica (CEEE), e encampou a International Telephone and Telegraph, substituída pela Companhia Riograndense de Telecomunicações. Também foi responsável pelo primeiro projeto de reforma agrária do Brasil, criando o Instituto Gaúcho de Reforma Agrária (Igra).

Brizola ainda liderou a campanha pela legalidade quando, após a renúncia de Jânio Quadros, em 1961, os militares tentaram impedir a posse do vice, João Goulart. Mais tarde exilado, devido ao golpe militar, Brizola só poderia retornar ao Brasil com a anistia, em 1979. Neste mesmo ano lidera, ao lado de outros trabalhistas exilados em Portugal, a fundação do PDT (Partido Democrático Trabalhista) . Foi duas vezes governador do Rio de Janeiro em (1983-87 e 1991-94). Candidatou-se à presidência em 1989 e 1994 e candidato a vice de Lula em 1998. O político gaúcho faleceu de infarto em 21 de junho de 2004.

 

Por Priscila Lobregatte